SEX APPEAL

29/06/2020 as 09:30

Você não precisa ser selvagem na cama para ter sexo bom

Fetiches, posições mirabolantes, inspiração em cenas de cinema, movimentos que conseguem atingir determinados pontos erógenos, sex toys de última geração, vídeos pornôs

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Às vezes há a impressão de que o sexo, para ser bom, precisa ter um toque de selvageria, de inusitado, de incomum, com mil recursos para a experiência ficar ainda mais excitante. É claro que as novidades são uma força motriz para a vida sexual, mas não se trata de uma regra nem de um conceito que se aplica a todo mundo.

Para Paula Napolitano, psicóloga e terapeuta sexual, de São Paulo (SP), há uma certa convenção social e cultural de que o sexo de qualidade é sempre muito enérgico e até performativo. "Isso é reforçado em filmes pornográficos, na mídia e nas redes sociais, e leva as pessoas a acreditarem que é preciso ter essa intensidade para ser bom. Essa imposição implícita funciona quase como uma 'ditadura do sexo', que mostra que, se não as pessoas não vivenciam o sexo assim, então ele é ruim. Porém, o que é bom ou não é algo relativo e varia de pessoa para pessoa e de casal para pessoa", declara.

Ainda conforme Paula, a busca frequente por mais emoção no sexo pode trazer alguns riscos, como a insatisfação constante, como se o que existe não é suficiente. Isso muitas vezes está relacionado a comparações injustas e distorcidas com o que é visto na TV, nos filmes pornôs, etc. "Muitos tendem a valorizar apenas o que não têm e erroneamente acreditam que não é necessário se dedicar para fazer um sexo gostoso", diz. Na opinião de Rosely Salino, psicóloga, sexóloga e terapeuta de casais, de São Paulo (SP), os mitos e tabus existentes sobre o sexo são alimentados há séculos. Do total recato às fantasias desenfreadas, o comportamento sexual sempre despertou interesse e modismos.




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