SAÚDE

14/09/2021 as 12:14

Síndrome Metabólica: acúmulo de gordura abdominal representa riscos de doenças cardiovasculares

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Um simples aumento de peso pode até não ser motivo de preocupação para muitas pessoas, no entanto, o acúmulo de gordura abdominal pode representar sérios riscos. Um deles é o de que a pessoa pode estar apresentando um dos sinais da Síndrome Metabólica. O endocrinologista cooperado Unimed Sergipe, João Antônio Macedo, explica que esta síndrome está relacionada a este e a vários outros sintomas.

"Síndorme metabólica é um conjunto de fatores que leva ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame cerebral, decorrente do aumento da resistência à insulina. Além dessa resistência à insulina, é composto outros quatro sinais: a obesidade, pré-diabetes ou diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia, levando a um maior acúmulo de gordura intra-abdominal, chamada gordura visceral", explica o endocrinologista.

De acordo com João Antônio,  a medida ideal da cintura abdominal para o homem é de 102 centímetros. Já para a mulher, não deve passar de 88 centímetros. Medidas maiores que estas aumentam o risco de doenças cardiovasculares.

O exame padrão ouro para diagnosticar a gordura intra-abdominal é a densitometria, que avalia a  composição corporal, determinando, inclusive, a quantidade de gordura, de massa magra  e a composição mineral corporal total e regional.

"O objetivo de identificar logo de início as pessoas que estão com fatores de risco da Síndrome Metabólica visa beneficiar esses pacientes com a modificação do estilo de vida. Ao invés de usar medicamentos, o aumento da atividade física e a perda de peso são as melhores formas de tratamento, mas o uso de medicamentos pode ser necessário para tratar os fatores de risco", enfatiza o endocrinologista.

As pessoas que desejam identificar o seu peso ideal, devem achar o Índice de Massa Corporal (IMC), que é determinado dividindo o peso pela altura ao quadrado. O IMC acima de 25 caracteriza que a pessoa está acima do peso e o IMC acima de 30, indica que a pessoa está obesa.

"Apesar do IMC não ser específico, serve para medir, de certo modo, o excesso de gordura, só que ele não mede o excesso de gordura visceral e é importante num programa de perda de peso saber a quantidade de gordura que se quer perder. É recomendado também que se saiba o conteúdo de massa magra e evitar perdê-la", alerta João Antônio. 

Em relação à diabetes, é necessário outro tipo de diagnóstico. "O diabetes nós diagnosticamos pelo controle da dosagem da glicemia. Temos dois tipos de diabetes, o tipo 1, que é o diabetes com insulinodependência, e o diabético tipo 2, que é aquele que usa os comprimidos", completa o endocrinologista. 




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