22/07/2021 as 04:48

Sintese mantém greve e tenta subjugar governo

Sindicato tenta a todo custo adiar a volta às aulas.

Política Online

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Por Ewerton Júnior
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Na contramão de diversos estados brasileiros que estão voltando às aulas e contrariando uma afirmação da OMS, da Unicef e da Unesco, que afirmam peremptoriamente, que a volta às aulas deve ser prioridade no processo de reabertura das economias, o Sintese mais uma vez decide tentar subjugar o governo sergipano com a continuidade de uma greve sem pé nem cabeça. A ONU acha que, durante um desconfiamento, nada é mais importante do que reabertura de estabelecimentos de ensino. A diretora do Unicef, o fundo das Nações Unidas para a infância, argumenta que escolas fechadas por muito tempo têm impacto devastador: as crianças ficam mais expostas à violência física e emocional, vulneráveis ao trabalho infantil e a abusos. Henrietta Fore acha que fica mais difícil quebrar o ciclo da pobreza. A diretora-geral da Unesco, a organização da ONU para educação, ciência e cultura, não muda uma vírgula no discurso. Audrey Azoulay acha que a saúde precisa agora ter mais espaço no currículo escolar. O novo coronavírus forçou os professores a repensarem a sua formação. As escolas precisam investir em novas formas de aprendizado.

Segundo o Sintese, para voltar as aulas o governo de Sergipe precisa completar imunização dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, com a segunda dose da vacina, escolas com condições sanitárias e pedagógicas, testagem em massa dos estudantes. Esses são os parâmetros mínimos exigidos pelo magistério para o retorno às aulas presenciais com segurança. Por conta disso, os professores e professoras das escolas estaduais e das escolas municipais de 74 municípios (os docentes das escolas municipais de Aracaju são filiados ao Sindipema) reafirmaram em assembleia unificada virtual  que continuam a greve pela vida contra o retorno das aulas presenciais. Nesse ínterim os docentes continuam com as aulas remotas. “Ainda estamos em pandemia, a maior parte da população ainda não está imunizada, por isso não podemos naturalizar um retorno as aulas presenciais nas escolas públicas, nas atuais condições. Nossa luta é em defesa da vida e não somente a nossa, mas dos demais trabalhadores e trabalhadoras das escolas, dos estudantes e das famílias. Não há como voltarmos as aulas presenciais no cenário que está posto, por isso continuaremos na resistência e ministrando as aulas remotas até que tenhamos as condições para retorno”, afirma a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz. Desta forma, o Síntese vai ministrar aulas em Marte.

Na rede pública, nove das 27 unidades federativas já retomaram as atividades no modelo híbrido com parte dos alunos. Em todas, as famílias puderam optar por enviar os filhos às escolas ou mantê-los no ensino remoto. Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Piauí, que ainda não retomaram, já determinaram a reabertura das escolas da rede pública a partir de agosto – movimento que deve ser seguido pela maioria dos estados que ainda não decidiram sobre a retomada. “Os alunos de escolas particulares já estão tendo aulas, apesar de haver exceções de acordo com as diretrizes dos municípios. Agora, na rede pública, que concentra 80% dos nossos alunos, lamentavelmente ainda não conseguimos evoluir tanto”, explica Carolina Campos, especialista em educação e fundadora da ONG Vozes da Educação. “Mas o que posso dizer é que existe um esforço real das secretarias de educação dos estados para a volta às aulas”, destaca a especialista. Enquanto isto, o sindicato sergipano exige demais e tenta com estas exigências manter os professores e alunos em casa, contribuindo para que os estudantes ergipanos fiquem a mercê da vontade sindical para voltar as aulas, um absurdo que o governo sergipano tem que combater.

COM FORÇA

A luta do deputado Laércio Oliveira (PP) em defesa dos aprovados do concurso da Caixa Econômica Federal de 2014 e na inclusão de Sergipe no roteiro de expansão do banco, teve um avanço significativo nesta quarta-feira, 21. Após uma solicitação para que o presidente da Caixa avaliasse o pleito da reposição de 103 funcionários que foram desligados e as vagas não haviam sido preenchidas, duas novas agências foram anunciadas para Sergipe dentro do projeto de ampliação da rede, e com isso a contratação de novos trabalhadores. Laércio recebeu a representante da Comissão dos Aprovados no concurso Caixa, Maria do Carmo Silva B. Alves, e se comprometeu em ajudar para que uma solução fosse encontrada. Como as gestões passadas não provisionaram as contratações dentro do orçamento anual, o Ministério Público Federal (MPF) impetrou uma ação civil pública postergando a validade do certame e também impedindo a realização de novos concursos públicos, até que fosse regularizada a situação. Ao todo, serão abertas 268 novas agências em todo país, sendo 100 destinadas para o agronegócio. “Com as informações recebidas da comissão, nós pedimos ao presidente da Caixa que avaliasse a situação aqui de Sergipe e recebemos a excelente notícia que duas novas agências foram autorizadas, uma comercial na cidade de Aquidabã, que era bastante carente e não tinha a presença da Caixa na cidade, e outra para o agronegócio em Itabaiana, a primeira do Estado, e será instalada em uma região fortíssima nesse ramo. Isso vai impulsionar a nossa economia e o desenvolvimento do Estado, gerando emprego e renda para população através do crédito’, disse Laércio. O deputado lembrou que para colocar estas novas agências em funcionamento, a Caixa Econômica irá contratar novos trabalhadores e com isso resolverá definitivamente a situação da convocação dos aprovados no último concurso. “Dessa forma, estará sendo feira justiça com estes homens e mulheres que se dedicaram aos estudos para passar no concurso. Acaba a angústia e a espera de anos pelo tão sonhado emprego”, afirma o parlamentar. Maria do Carmo Silva B. Alves agradeceu ao deputado pelo empenho e destacou o seu compromisso com os sergipanos. “Nós da comissão dos Aprovados do Concurso da Caixa, polo Sergipe, agradecemos ao deputado Laércio Oliveira pela grandiosa ação de solicitar ao Presidente Jair Messias Bolsonaro a inclusão de Sergipe no roteiro de expansão da Caixa. Com sua atuação, Sergipe ganha duas novas agências e a reposição de 103 vagas de funcionários desligados nas agências da Caixa em Sergipe. A atuação marcante do deputado Laércio Oliveira demonstra o seu grande compromisso com os sergipanos”, pontua.

NOVO MINISTÉRIO

O presidente Jair Bolsonaro disse que vai anunciar mudanças em ministérios. Ao menos uma decisão já está tomada: a superpasta de Paulo Guedes, ministro da Economia, será esvaziada. Segundo fontes do primeiro escalão do governo, a ideia é criar um novo Ministério do Trabalho, que deverá ser chamado Ministério do Emprego e da Previdência Social. O Ministério do Trabalho foi extinto logo no início do governo Jair Bolsonaro (sem partido), em janeiro de 2019, junto com outros ministérios da área econômica. As pastas foram fundidas para dar origem ao superministério da Economia. O nome mais cotado para comandar a pasta recriada é o atual ministro da Secretaria Geral, Onyx Lorenzoni. O ministro da Economia já teve uma reunião nesta manhã com Onyx para tratar da nova pasta. Para o lugar de Onyx no ministério palaciano, seria escolhido o ministro Luiz Eduardo Ramos, que hoje ocupa a Casa Civil. A pressão para o desmembramento da pasta de Guedes não é de hoje, mas o ministro sempre resistiu à ideia e afirmava que a separação atrapalharia a lógica de seu plano de governo. Segundo fontes do governo, no acordo do presidente Bolsonaro com Guedes para que ele concordasse em perder um braço do superministério foi colocado pelo menos uma condição: a manutenção do atual secretário da Previdência, Bruno Bianco, na nova pasta. Apesar disso, auxiliares de Guedes dizem que a continuação de Bianco deve ser apenas temporária, já que Onyx costuma levar a sua equipe por ministérios onde já passou e vai querer deixar "sua marca" na nova gestão. A aposta é que Bianco permaneça pelo menos durante o que seria uma transição para a equipe de Onyx tocar o novo Ministério do Emprego e Previdência. O posto de Ramos na Casa Civil deve ser ocupado por um integrante do centrão. O nome apontado hoje é do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Nogueira é presidente do PP (Partido Progressistas), um dos principais partidos do bloco de parlamentares do centrão, que dá sustentação parlamentar ao governo. Apesar de compor a tropa de defensores do governo na CPI da Covid, no Senado, Ciro tem evitado embates mais duros e o governo temia um desembarque do aliado. O PP também é o partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Lira vem segurando as pressões para a abertura de um processo de impeachment do presidente Bolsonaro. Há mais de cem pedidos protocolados na Câmara, mas a decisão de abrir um processo depende do presidente da Casa.

 

CAPELA

Fortalecer a Rede Municipal de Saúde tem sido uma missão árdua em tempos de pandemia, mas a priorização deste objetivo vem movendo a atuação do Governo de Capela e gerando frutos para a população. Na última terça-feira, 20, o município inaugurou uma nova clínica de saúde na comunidade quilombola Terra Dura e assinou duas ordens de serviço para a construção de mais duas clínicas no município durante os próximos dias. Responsável pela assinatura das ordens de serviço de obras no bairro Igrejinha e no conjunto Albano Franco (Campo da Aviação) e pela inauguração do novo espaço, a prefeita Silvany Mamlak exaltou a estrutura entregue ao povoado Terra Dura, que contará com o acesso a especialidades, a exemplo do consultório odontológico, do consultório médico, da sala de estabilização, da farmácia e de outros serviços, a exemplo da imunização. “É um sonho que eles desejavam muito e foi um grande desafio, já que havia um convênio com o Governo Federal que estava paralisado e sabemos que, nestes casos, existem dificuldades burocráticas. Tivemos muita capacidade técnica para vencer esses entraves e liberar o valor de R$ 408 mil, somado aos R$ 179 mil de recursos próprios, dinheiro do povo de Capela”, disse. O momento de festa para a população de Capela se tornou ainda mais especial com a homenagem ao ex-governador João Alves Filho, cujo nome foi escolhido para denominar a clínica do povoado Terra Dura. Falecido no último ano, João Alves foi representado no evento com as presenças da esposa e senadora, Maria do Carmo Alves, e da filha Ana Alves. Ambas prestigiaram todo o evento e receberam homenagens dos capelenses. “Para a família dele é extremamente importante. João fez muitas obras para a saúde de todo o estado, a exemplo do Hospital de Urgência, que hoje atende até mesmo pessoas de outros estados. Agradeço muitíssimo a prefeita Silvany, pois essas homenagens são o que nos confortam”, retribuiu a senadora.

NOVAS AGÊNCIAS

A Caixa Econômica Federal está passando por um processo de expansão, com implantação de agências em vários estados; mas Sergipe não havia sido contemplado. Por conta da atuação do deputado federal Fábio Henrique (PDT/SE) a presidência da Caixa comunicou, a abertura de uma agência comercial em Aquidabã e outra de agronegócios em Itabaiana. “Tive a informação de que a Caixa pretendia abrir mais 75 unidades no país, entre 55 agências e 20 filiais especializadas em agronegócio, e que esta expansão possui 36 agências para o Nordeste. Isso deve gerar mais de 1.500 empregos no país ainda em 2021. Porém, Sergipe não seria contemplado com nenhuma dessas agências”, detalhou o deputado Fábio Henrique. No dia 27 de abril, o deputado federal Fábio Henrique (PDT/SE) solicitou ao Ministério da Economia a abertura de novas agências da Caixa Econômica no estado de Sergipe, além da contratação dos aprovados no Concurso de 2014. O requerimento de número 537/2021 foi protocolado na Presidência da Câmara Federal, para aprovação da Mesa Diretora. Já no dia 08 de julho, Fábio Henrique fez nova cobrança na tribuna da Câmara Federal, reforçando a necessidade de agências para o agronegócio. Para o deputado, as agências da Caixa reforçam o atendimento ao público, fomentam a economia, gera emprego e renda a centenas de famílias, em especial durante os tempos de pandemia. Fábio Henrique destacou que, para a implantação das novas agências e para suprir a necessidade de funcionários na Caixa, existem mais de 200 aprovados em Sergipe do Concurso da Caixa de 2014. “Eles encontram-se aptos para convocação imediata, concurso este ainda em vigor por conta de decisão da Justiça do Trabalho”, explicou o deputado.

AINDA SOBRE A CAIXA

A senadora licenciada Maria do Carmo Alves (DEM) aplaudiu a Caixa Econômica Federal (CEF) pela decisão de abrir mais uma agência em Sergipe, porém, reafirmou a necessidade de o Estado ser incluído no roteiro nacional de abertura de unidades especializadas em agronegócio. No início do mês, a parlamentar já havia intercedido junto ao órgão para pedir por essa inclusão. “A CEF, pela primeira vez, faz parte do Plano Safra 2021 e 2022 e isso faz com que ela conte com R$ 35 bilhões para empréstimos diferenciados direcionados a produtores rurais”, relembrou. Para ela, será uma injeção de recursos que poderá trazer novos investimentos e promoverá trabalho e renda, o que assegura o desenvolvimento econômico sergipano. Maria do Carmo salientou reforçou a solicitação pela abertura de novas agências em Municípios com mais de 12 mil habitantes. “Ainda estamos passando, infelizmente, por um momento delicado de pandemia. Acreditamos que um maior contingente de pessoal para fazer atendimento evitará aglomerações desnecessárias, além da sobrecarga de trabalho”, reforçou. Maria ressaltou que, pelo menos, 40 Municípios de Sergipe seriam contemplados com agências, contribuindo para o desenvolvimento local, por meio de empregos diretos e indiretos que resultam na geração de renda. “Em Socorro, que possui um dos maiores PIB’s e é a segunda cidade mais populosa do nosso Estado, só há uma agência. Seria uma forma de desafogar os trabalhadores da instituição, sem falar nas vantagens que traria para os correntistas, usuários e comunidades do entorno”, disse. “Temos certeza que o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, será sensível a todos esses pleitos, pois garantirão mais investimentos para a agricultura e pecuária, por exemplo”, declarou.




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