POLÍTICA

22/02/2021 as 17:24

SAMU deve assumir carência de serviços, diz Isac Silveira

De acordo com o vereador, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) disponibiliza apenas 3 USAs, duas para Aracaju e outra para atendimento de todo o Estado.

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A Comissão de Saúde, Direitos Humanos, Assistência Social e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) está investigando o número de óbitos em decorrência da demora e do baixo número de Unidades de Serviços Avançados (USAs) na capital. Em entrevista concedida ao Programa Liberdade Sem Censura desta segunda-feira, 22, o vereador Isac Silveira compartilhou detalhes sobre a apuração.

 

De acordo com o vereador, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) disponibiliza apenas 3 USAs, duas para Aracaju e outra para atendimento de todo o Estado. 

"A portaria nº 2048/2002 diz que para uma população de até 400 mil habitantes uma USA é suficiente. Aracaju tem muito mais. Quando a portaria foi publicada, o Brasil não estava numa pandemia. Temos hoje internados em hospitais públicos e privados cerca de 387 pessoas. Algumas delas não estão em hospitais privados, estão no Nestor Piva e no Fernando Franco", disse.

"Se o quadro avançar o paciente deve ser transportado a tempo para não ir a óbito. O que estamos investigando é se houveram pacientes que vieram a óbito ou não. Como o caso do pai do radialista Márcio Andrei que esperou 72h por uma USA e veio a óbito", pontuou. Ainda segundo Isac há outras famílias que se queixam da demora do serviço.

 

Em nota, o SAMU discorda das afirmações do vereador, alegando que 18 ambulâncias estão disponíveis para todo o estado, mas que apenas duas delas são especializadas em atendimento de casos de Covid-19. Mas que todas as outras ambulâncias também estão aptas para atendimento. 

 

Para o vereador, as falhas nos serviços não devem ser atribuídas aos servidores ou hospitais, e sim, a gestão da SAMU. "Já passamos pela terceira mudança de superintendência no SAMU. Todas as vezes que tentamos entrar em contato com os servidores da Saúde do Estado, eles diziam que estavam com dificuldade de transportar o paciente. Tem que se assumir que há uma carência de serviço por parte do SAMU e que não pode ser atribuído ao trabalhador, deve ser atribuído a gestão", concluiu.




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