24/11/2020 as 04:55

84% da grana destinada ao PSL foi gasta com candidatos derrotados

O partido direcionou mais de 80% dos recursos públicos para candidatos não eleitos

Política Online

Política
Por Ewerton Júnior
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Pivô do escândalo das candidaturas laranjas em 2018, quando ainda era uma legenda nanica, o PSL vive uma situação anômala também nas eleições deste ano. A sigla que, ao eleger Jair Bolsonaro  hoje fora do partido, se tornou uma das maiores do país obteve a segunda maior fatia do bilionário fundo eleitoral, mas o dinheiro não resultou em sucesso nas urnas. A análise de dados tabulados pelo Movimento Transparência Partidária mostra que o partido comandado pelo deputado federal Luciano Bivar (PE) direcionou mais de 80% dos recursos públicos para candidatos não eleitos. Segundo números declarados até agora pelos candidatos –a prestação de contas final será conhecida até 15 de dezembro–, R$ 113,6 milhões dos R$ 136 milhões do dinheiro liberado pelo PSL foram para candidatos a prefeito e vereador não eleitos, 84%. Um dado também chama a atenção: um grupo de quase 200 candidatos do partido, a maioria mulheres e negros, declarou ter recebido ao menos R$ 10 mil de verba da sigla, mas não registrou até agora ter feito qualquer tipo de gasto, tendo obtido menos de cem votos cada um. Em 2019, o então nanico PSL lançou candidatas laranjas em Minas Gerais, onde o partido é controlado politicamente pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e em Pernambuco, terra de Bivar. A PF investigou os dois casos e indiciou o presidente do PSL e Álvaro Antônio, também denunciado pelo Ministério Público. A sigla diz que dinheiro não garante êxito e que prazo para a prestação de contas não acabou. Em Sergipe, varios candidatos reclamaram de não terem recebido recursos do fundo eleitoral.

Em nota, o PSL ressaltou que Luciano Bivar tem dito que apenas os recursos do fundo eleitoral não são suficientes para garantir o êxito eleitoral. "Fatores como emendas parlamentares e a presença em postos de comando estaduais e municipais são mais eficazes para o bom desempenho eleitoral, por abrangerem períodos mais longos de atuação política." Dos 20 candidatos que mais receberam dinheiro público da legenda, só o 20º foi eleito –Gustavo Nunes, para a Prefeitura de Ipatinga (MG). Dois foram para o 2º turno e 17 perderam, entre elas a campeã de verba, Joice Hasselmann, 7ª na corrida à Prefeitura de SP. Sobre as candidaturas ainda sem declaração de gasto e com pouquíssimos votos, mesmo tendo recebido mais de R$ 10 mil do fundo eleitoral, o PSL afirmou que adotou medidas concretas para definir o repasse dos recursos. "No caso das candidaturas masculinas, os recursos foram repassados aos diretórios estaduais que fizeram a distribuição dos mesmos. No caso das candidaturas femininas, os dirigentes estaduais encaminharam ao diretório nacional a lista das candidatas com os respectivos valores pleiteados. E o repasse foi feito para a conta das candidatas." O partido ressalta que o prazo de prestação de contas não se esgotou e que se empenhou em cumprir as cotas. "No caso das candidaturas femininas, distribuímos mais de 32,5% dos recursos totais –o percentual mínimo definido por lei é de 30%. No caso da distribuição por etnia, o PSL também se enquadrou nos parâmetros legais."

 

COVID-19 I

Com aumento de casos da COVID-19 no Brasil, após um período de queda, cientistas e autoridades de saúde apontavam para uma possível segunda onda do novo coronavírus (SARS-CoV-2) por aqui. Agora, dados levantados pelo Portal COVID-19 Brasil confirmam esse cenário, segundo o pesquisador Domingos Alves, do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. “O Brasil já está na segunda onda da COVID-19”, defende o pesquisador para a BBC. Desde o início da epidemia no país, há cerca de oito meses, Alves acompanha os dados da infecção e é um dos responsáveis pelas análises estatísticas do Portal. Com base nessa avaliação, é que se torna possível afirmar que o Brasil vive uma nova onda de contágios por coronavírus, como a Europa e os Estados Unidos. Sua avaliação de que o Brasil está vivendo, assim como os Estados Unidos e a Europa, uma nova onda de contágios se baseia na evolução da taxa de transmissão do coronavírus — também conhecido como Rt ou taxa R — no país. Com base no aumento de novos casos, essa taxa é calculada e permite estimar quantas pessoas saudáveis são contaminados por um doente. Por exemplo, se o índice é superior a 1, a doença está se expandindo. Quando está abaixo, o contágio está se retraindo. Segundo o Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba, a Rt brasileira da COVID-19 era calculada em 1,12, na segunda-feira (16). De forma simplificada, cada 100 pessoas contaminadas transmitem o coronavírus para outras 112. Em seguida, esses 112 novos doentes vão contaminar mais 125 pessoas e, dessa forma, a epidemia vai se espalhando exponencialmente.

COVID-19 II

Na mesma data, a Rt estava acima de 1 em 20 brasileiros (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins) e no Distrito Federal. No entanto, a situação sera mais crítica no Paraná, onde a taxa chegou a 1,62. Além disso, o pesquisador Alves também analisou a média móvel da Rt, que é calculada com base nos 14 dias anteriores. “É importante a gente olhar a média móvel porque isso indica que não se trata apenas de uma flutuação do índice, mas que há uma tendência concreta de alta ou queda”, explica Alves. Ainda na segunda-feira, o Rt móvel do país era calculado em 1,06. Na mesma data, a média móvel da Rt estava acima de 1 em 16 estados brasileiros (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo). Novamente, o maior índice foi estimado no Paraná (1,34). Infelizmente, a média móvel da Rt brasileiro está acima de 1 desde o dia 11 de novembro. Ou seja, há quase uma semana. Vale lembrar que esse índice não ultrapassava esse patamar desde o dia 10 de agosto. Por isso, é possível afirmar que a pandemia voltou a crescer no Brasil.

COVID-19 III

Além dessa pesquisa brasileira, o monitoramento do Imperial College de Londres, no Reino Unido, divulgado nesta terça-feira (17) sobre o Brasil também aponta para o Rt maior que 1. De acordo com os dados levantados, essa taxa é estimada em 1,1 no país. Nesse cenário, a epidemia também volta a crescer. Na pandemia de COVID-19, tanto a Europa quanto os Estados Unidos passam por uma segunda onda da infecção e os números de casos têm se intensificado nas últimas semanas. “Nossa segunda onda vai ser mais parecida com a dos EUA do que com a da Europa, porque a Europa conseguiu controlar de verdade a transmissão, que voltou com força depois do verão, quando as pessoas foram viajar e trouxeram novas cepas do vírus para casa”, detalha Alves. Conforme avalia o pesquisador da USP, nem os EUA e nem o Brasil alcançaram um real controle da pandemia. Como resultado, é possível observar uma sobreposição entre as duas ondas. “Nunca conseguimos controlar a transmissão comunitária”, explica Alves. Para o controle da COVID-19, as autoridades de saúde precisão contornar a questão da subnotificação. “Desde meados de setembro, o problema da subnotificação vem se agravando, porque estão sendo feitos menos testes, e, entre os que são realizados, são cada vez menos os de PCR, que são mais precisos, e mais testes rápidos, que dão muito falso negativo”, defende Alves. Dessa forma, os números mais reais da COVID-19 serão traduzidos em aumento de internações por causa da infecção nos hospitais. A aposta para evitar a necessidade de medidas drásticas e o comprometimento dos sistemas de saúde (público ou privado) deve ser a testagem em massa e o rastreamento das pessoas com quem os infectados entraram em contato.

INALTERADO

Irreversível, o quadro clínico do ex-governador João Alves Filho (DEM) está inalterado. É o que informa nota liberada, nesta segunda-feira (23), pelo gabinete da senadora Maria do Carmo Alves (DEM), esposa do paciente. Doutor João sofreu uma parada cardíaca na última quarta-feira (18), em seu apartamento, onde já estava, desde julho do ano passado, recebendo cuidados intensivos em uma unidade Home Care para controle de um estado avançado de Alzheimer. “Encontra-se sem alteração o quadro de saúde do ex-governador de Sergipe, João Alves Filho, internado desde a quarta-feira (18), no Hospital Sírio Libanês, em Brasília. O estado é grave e, no domingo (22), a equipe médica que o acompanha na Unidade isolada para Covid, do hospital, considerou irreversível o quadro clínico apresentado pelo  ex-governador. Ele encontra-se com as funções renais paralisadas e segue sedado, respirando com ajuda de aparelhos. João Alves sofreu uma parada cardíaca na quarta-feira (18) e recebeu os primeiros atendimentos ainda no apartamento em que mora com a senadora Maria do Carmo Alves. Ele acumula um quadro avançado de Alzheimer, para o qual já recebia cuidados intensivos, em formato home care. O ex-governador deu entrada no Hospital Sírio Libanês no começo da noite de quarta-feira apresentando um quadro de infecção pulmonar, que motivou a testagem para Covid-19. O resultado positivo para Covid foi conhecido na sexta-feira (20), pouco depois da visita realizada pela família.  Em função desse contato, a senadora Maria do Carmo e filhos continuam em isolamento residencial e aguardam para fazer testagem na terça-feira (24). A família permanece em oração e agradece as manifestações de carinho e homenagens recebidas. (Assessoria de Comunicação).

DENÚNCIA

Segundo a coordenação de campanha da candidata a prefeita de Aracaju Danielle Garcia (CIDADANIA), existe uma possível tentativa orquestrada de causar tumultos na reta final e que já foi denunciada à Polícia Federal pela campanha da candidata a prefeita de Aracaju, a delegada Danielle Garcia. Segundo as informações levantadas, pessoas identificadas com o grupo político adversário têm comparecido aos eventos de rua para ofender e ameaçar a candidata e sua equipe, prejudicando as atividades democráticas de campanha. Os ataques à Danielle Garcia, primeira mulher a enfrentar os poderosos de Sergipe e chegar ao segundo turno, já vinham ocorrendo nas redes sociais e, agora, estão chegando à ameaças físicas. A coordenação de campanha ressalta que confia na apuração que será conduzida pela Polícia Federal e salienta que a candidata vai continuar com a mesma coragem que marca a sua história de vida. E Aracaju vai rejeitar aqueles que usam as armas da mentira e da ameaça para permanecer no poder.

EMPOSSADO

Foi empossado o novo Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público Estadual de Sergipe (MPE/SE),  promotor Manoel Cabral Machado Neto, em solenidade virtual na sede do MPE para o biênio 2020-2022. Ele foi escolhido pelo Governador do Estado na terça-feira (17), para chefiar a Instituição no biênio 2020/2022. A eleição ocorreu no dia 30 de outubro e contou com a participação de 131 membros do quadro ativo da carreira do MP, mediante voto obrigatório, secreto e plurinominal. O novo PGJ obteve o total de 80 votos e ocupou o primeiro lugar na lista tríplice. O novo Procurador-geral, Manoel Cabral Machado Neto, em seu discurso de posse, disse que o Ministério Público precisa de unidade para ser forte e prometeu fazer uma gestão pautada na igualdade de tratamento e na escuta ativa.




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