POLÍTICA

23/09/2020 as 12:00

"Governo ignorou a ciência e desprezou a vida", diz Lula

Ex-presidente faz 'discurso paralelo', cita número de mortes no Brasil durante a pandemia e sugere medidas contra desmatamento

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Poucas horas depois de o presidente Jair Bolsonaro falar que seu governo é vítima de uma campanha nacional de desinformação na abertura da Assembleia-Geral da ONU, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez seu próprio 'discurso' à entidade em um canal do YouTube.

 

"O Brasil se envergonha de ter tido, ao longo desta gravíssima pandemia, um governo que ignorou a ciência e desprezou a vida, o que resultou em mais de 136 mil mortes e milhões de contaminados pela covid", disse o ex-presidente no início de seu 'discurso'.

A exemplo do que fez na Assembleia-Geral da ONU de 2003, a primeira na qual discursou, o ex-presidente destacou a necessidade de ações para o combate à fome. "Vergonha das vergonhas: 800 milhões de crianças passam fome todos os dias, no mesmo planeta em que uns poucos privilegiados nem sabem como gastar - ou sequer como contar - suas inacreditáveis fortunas".

Entre outras coisas, Lula prometeu decretar o "desmatamento zero" na Amazônia com proibição por três anos de queimadas e derrubada de árvores, deslocar para o combate a incêndios no Pantanal os 4 mil militares que estão na fronteira com a Venezuela, recompor o orçamento do Ministério da Saúde, manter o auxílio emergencial de R$ 600, abrir linhas de crédito nos bancos públicos para pequenas e médias empresas, retomar a reforma agrária e retomar as obras paradas.

Muitas das promessas estão no Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil, anunciado na véspera, parte de um movimento iniciado com a fala do ex-presidente no dia 7 de setembro na qual se colocou "à disposição" para combater o bolsonarismo.

ondenado em segunda instância nos casos do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia, Lula está impedido de disputar eleições pela lei da Ficha Limpa. Ele pode reaver seus direitos políticos se o Supremo Tribunal Federal (STF) acatar pedido de seus advogados para que o ex-juiz Sérgio Moro seja declarado suspeito para julgar casos envolvendo o petista.

 
 
 
 
 



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