23/09/2021 as 04:57

Pesquisa Ipec mostra ex-presidente na liderança

Depois do encerramento do Ibope Inteligência, ex-executivos criaram o Ipec.

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Por Ewerton Júnior
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O Ipec divulgou uma nova pesquisa com a intenção de voto para as eleições presidenciais de 2022. Depois do encerramento do Ibope Inteligência, ex-executivos criaram o Ipec. Na pesquisa, o instituto considerou um cenário com dez candidatos. O ex-presidente Lula estaria no limite da margem de erro para ganhar no primeiro turno neste cenário. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aparece com 45%. Com a margem de erro, tem de 43% a 47%. Jair Bolsonaro, sem partido, tem 22%. Com a margem de erro, de 20% a 24%. Ciro Gomes, do PDT, 6%. Com a margem de erro, de 4% a 8%. Sérgio Moro, sem partido, 5%. Com a margem de erro de 3% a 7%. José Luiz Datena, do PSL, 3%. Com a margem de erro, de 1% a 5%. João Doria, do PSDB, 2%. Com a margem, de 0% a 4%. Luiz Henrique Mandetta e Rodrigo Pacheco, ambos do Democratas, têm 1%. Com a margem de erro, de 0% a 3%. Simone Tebet, do MDB, e Alessandro Vieira, do Cidadania, não atingiram 1% das intenções de voto. Com a margem de erro, têm de 0% a 2%. Brancos e nulos, 9%. Não sabem ou não responderam, 5%.

 

O Ipec considerou um cenário com apenas cinco candidatos. Na primeira pesquisa, em junho, Lula, do PT, aparecia com 49% das intenções de voto. Agora, tem 48%. Com a margem de erro, de 46% a 50%. Jair Bolsonaro, sem partido, tinha 23%. Agora, Bolsonaro manteve os 23%. Com a margem de erro, tem de 21% a 25%. Ciro Gomes, do PDT, tinha 7%. Agora, 8%. Com a margem de erro, de 6% a 10%. João Doria, do PSDB, aparecia com 5%. Agora, 3%. Com a margem de erro, de 1% a 5%. Luiz Henrique Mandetta, do DEM, tinha 3% e manteve o percentual. Com a margem de erro, tem de 1% a 5%. Nas duas pesquisas, 10% declararam voto branco ou nulo; 3% não sabiam ou não responderam. Agora, 4%. O instituto pediu uma avaliação do governo do presidente Bolsonaro. Em fevereiro, 28% consideravam a administração do presidente Bolsonaro ótima ou boa. Em junho, caiu para 24%. Agora, está 22%. No início da pesquisa, 31% avaliavam como regular. Depois, 26%. Agora, 23%. Para 39% dos entrevistados, a administração era ruim ou péssima, em fevereiro. Em junho, o índice subiu para 49%. Agora, está em 53%. Em fevereiro, 2% não souberam ou não responderam; e 1% nas duas últimas pesquisas.A Pesquisa avaliou a forma como o presidente Jair Bolsonaro administra o país. Em fevereiro, 38% aprovavam a forma de Bolsonaro administrar. Em junho, o índice caiu para 30%; e, agora, está em 28%. Em fevereiro, 58% desaprovavam a forma de administrar. Em junho, a desaprovação subiu para 66%. Agora, está em 68%. Em fevereiro, 5% não souberam ou não responderam; e 4% nas duas últimas pesquisas. O Ipec também mediu a confiança dos brasileiros em Bolsonaro. Em fevereiro, 36% responderam que confiavam em Jair Bolsonaro. Em junho, a parcela caiu para 30%. Agora, o índice caiu para 28%. Em fevereiro, 61% dos entrevistados disseram que não confiavam no presidente - índice que subiu para 68%, em junho. Agora está em 69%. Não sabiam ou não responderam: 3% em fevereiro; 2% e agora 3%. O Ipec fez 2.002 entrevistas, em 141 municípios, dos dias 16 a 20 de setembro.

CUSTO DA QUARENTENA

A quarentena do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em Nova York, deverá custar ao menos R$ 30 mil apenas em hospedagem. O quarto mais barato no hotel onde ele está hospedado, o Intercontinental Barclay, durante 14 dias, custa ao menos US$ 5.735, de acordo com cotação feita junto ao hotel. Além das diárias, cujo valor médio é US$ 269 (R$ 1.418) para o quarto comum, o preço inclui taxa de amenidades (US$ 35/dia), café da manhã (US$ 50/dia) e impostos. O custo pode variar a depender de algumas variáveis: há desconto para clientes com planos de fidelidade e acréscimo caso serviços, como estacionamento, sejam incluídos. Em um quarto de luxo, o valor total subiria para US$ 6.539 (R$ 34.360). A reportagem não conseguiu confirmar qual categoria de hospedagem foi contratada por Queiroga. O custo foi estimado para uma reserva feita nesta quarta (22), com duração até 6 de outubro, prazo de 14 dias, similar ao que Queiroga deverá permanecer isolado, após o ministro receber diagnóstico de Covid-19, nesta terça (21). O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) viajou para Nova York com vários ministros, que acompanharam o discurso do líder brasileiro na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). A comitiva, sem Queiroga, deixou a cidade na noite de terça e retornou a Brasília. O ministro esteve em vários eventos ao lado do presidente, como o jantar na segunda (20) que terminou em confusão. Na ocasião, mostrou o dedo do meio a ativistas que protestavam contra o governo. O hotel fica a três quadras de uma das entradas da ONU e costuma ser usado por chefes de Estado. Bolsonaro se hospedou no mesmo local em 2019, quando discursou pela primeira vez no evento. Além do brasileiro, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, escolheu o hotel no período em Nova York.

EXCEPCIONALIDADE

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) votou favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/2021, que isenta de responsabilidade gestores públicos pela não aplicação de percentuais mínimos de gastos em educação em 2020 e 2021, devido à pandemia da Covid-19. A matéria, que será encaminhada para análise da Câmara dos Deputados, no entender de Maria, é relevante para que os administradores não sejam punidos pela não aplicabilidade do percentual exigido constitucionalmente, considerando que a crise sanitária provocada pelo coronavírus mudou toda a programação dos segmentos públicos e privados. “É uma excepcionalidade, considerando que a administração pública sofreu forte impacto, também, e inúmeros gestores públicos tiveram que remanejar recursos para atender a demandas mais urgentes, não só na área sanitária, mas também na social”, afirmou a parlamentar, lembrando que a compensação financeira dos recursos não investidos em educação em 2020 e 2021 deverá ser feita até 2023. Maria do Carmo ressaltou que, conforme preceitua o artigo 12 da Constituição do país, a União aplicará, anualmente, no mínimo 18% da receita resultante de impostos provenientes de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino. Para os Estados, o Distrito Federal e municípios, esse limite é de 25%. “O que for aplicado a menor nesses dois anos, será compensado no ano seguinte”, explicou. Pelo texto aprovado, fica acrescido o artigo 115 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição brasileira, estabelecendo que, “em decorrência do estado de calamidade pública provocado pela pandemia de covid-19, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e os agentes públicos desses entes federados não poderão ser responsabilizados administrativa, civil ou criminalmente pelo descumprimento — exclusivamente, nos exercícios financeiros de 2020 e 2021 — do que está previsto no artigo 212 da Constituição Federal”. A PEC pode ser apresentada pelo presidente da República, por um terço dos deputados federais ou dos senadores ou por mais da metade das assembleias legislativas, desde que cada uma delas se manifeste pela maioria relativa de seus componentes. Não podem ser apresentadas PECs para suprimir as chamadas cláusulas pétreas da Constituição (forma federativa de Estado; voto direto, secreto, universal e periódico; separação dos Poderes e direitos e garantias individuais). A PEC é discutida e votada em dois turnos, em cada Casa do Congresso, e será aprovada se obtiver, na Câmara e no Senado, três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).

 

CONVIDADO

O vereador Ricardo Marques (Cidadania) foi convidado pelos moradores do Residencial Vida Nova, que fica no Bairro Santa Maria em Aracaju, para conhecer de perto as dificuldades que eles enfrentam diariamente e ficou estarrecido com a situação. “A situação aqui é lamentável. Parece que ninguém está vendo esta região que faz parte de Aracaju. O local foi esquecido e abandonado pelo poder público. Cadê o prefeito de Aracaju? ele precisa fazer uma visita aqui. Convido também meus colegas vereadores para abraçar esse povo que vive de forma desumana com uma vida muito sofrida e precisamos fazer algo para ajuda-los”, apela. Os moradores mostraram ao parlamentar buracos, obras inacabadas, problemas com a rede de esgoto, falta de higiene animais soltos e muito entulho. “Eles enfrentam muitas dificuldades diariamente e correm riscos de saúde pública mesmo. Os motoristas de ônibus também reclamam da falta de estrutura nas ruas que dificulta do tráfego de veículos. O prefeito Edvaldo Nogueira gosta de fazer empréstimos para realizar obras, cadê as obras neste lugar?, questionou o vereador.

RECOMENDAÇÃO

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou à Casa Civil que a equipe que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na viagem a Nova York para a 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) cumpra uma quarentena de 14 dias na cidade norte-americana antes de retornar ao Brasil. A sugestão foi feita após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciar que foi diagnosticado com covid-19. "A agência submeteu à Casa Civil considerações relativas aos regramentos vigentes e antecipou recomendação sanitária alinhadas às regras brasileiras que visam à proteção dos viajantes e da população brasileira, explicou a Anvisa, em nota. Na terça-feira (21/9), o governo informou que Queiroga cumprirá o período de isolamento antes de voltar ao Brasil. Segundo um comunicado emitido pela Secretaria de Comunicação Social, o ministro da Saúde passa bem e os demais integrantes da comitiva realizaram o exame e testaram negativo para a doença. De todo modo, segundo a Anvisa, por mais que outros membros da comitiva não estejam com covid-19, é importante que aqueles que tiveram contato com Queiroga só voltem ao Brasil daqui a duas semanas.

RODA DE CONVERSA

“Estado Laico e Democracia: um olhar necessário para Aracaju”. Este é o tema da Roda de Conversa que as vereadoras Linda Brasil (PSOL) e Professora Ângela Melo realizarão, nesta sexta-feira, dia 24, às 18h30. Com transmissão ao vivo pelo Youtube de Linda Brasil e pelo Facebook de Ângela Melo, a atividade discutirá a importância de um Estado verdadeiramente laico como condição imprescindível para a existência de uma sociedade democrática. Baseadas no que estabelece a Constituição Federal de 1988, as duas parlamentares – que formam a Oposição de Esquerda na Câmara de Aracaju – entendem como fundamental o direito dos cidadãos e cidadãs de professarem a sua fé e a praticar as suas religiões, sem que o Estado promova qualquer censura ou perseguição. Linda e Ângela compreendem também ser essencial que este direito à liberdade religiosa seja exercido separadamente do Estado, que não pode manifestar-se em favor de uma ou outra religião. A Roda de Conversa desta sexta terá a participação de duas expressivas lideranças/pesquisadores da religiosidade em Sergipe: Alexandre de Jesus dos Prazeres e Martha Sales. Alexandre é doutor em Sociologia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Martha é professora, licenciada em Sociologia e Especialista em Antropologia pela UFS, membro do Núcleo de Pesquisa e Estudos Afro-brasileiros e Indígenas – NEABI/UFS e sócia-fundadora do Espaço de Arte, Cultura e Educação Omiró-CASA DE MAR.

MORO

O ex-juiz Sergio Moro chega ao Brasil nesta quinta-feira (23) para discutir planos relacionados as eleições de 2022. O ex-ministro fará uma viagem de duas semanas, com passagens por São Paulo, Paraná e Brasília. De acordo com a coluna de Guilherme Amado, no portal Metrópoles, Moro vai visitar a mãe, em Maringá, e a filha, em Curitiba. O ex-magistrado também tem encontro marcado com senadores e dirigentes do Podemos, em Brasília. O Podemos, por sua vez, insiste para que Moro se candidate à Presidência da República no ano que vem. Atualmente, Sergio mora em Washington, nos Estados Unidos, e afirma que está dividido sobre voltar ao Brasil de forma definitiva para concorrer ao cargo de chefe do Executivo. Uma das motivações para retornar ao Brasil é a vontade de Moro de colocar em prática os planos que não conseguiu executar enquanto foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro.




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