SEGURANÇA PÚBLICA

13/03/2021 as 20:41

Vejam o que esse monstro fez com a vida da minha mãe, diz filha de vítima de estupro.

A Coluna Domingueira do Alô entrevistou com exclusividade a filha da vítima do condenado George Magalhães

Domingueira do Alô

Entrevistas
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No dia 22 de agosto de 2018, uma mulher, então com 43 anos, denunciou por estupro o radialista George Magalhães. A mulher era funcionária do prédio em que residia o radialista. Segundo a versão de George, que inicialmente insistia de não ter nenhum tipo de envolvimento com a vítima, é de que o ato foi consensual, mudando à sua versão durante as investigações do crime.

George Magalhães foi preso em setembro de 2018, após tentar intimidar uma das testemunhas do caso, para que ela mudasse sua versão e ficou preso até novembro do mesmo ano, quando conseguiu um habeas corpus. Em 24 de março de 2020, o radialista George Magalhães foi condenado a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro e agressão. Como a decisão cabe recurso, Magalhães continua solto.

Após uma divulgação exclusiva do Alô News de um vídeo em que a filha da vitíma clama por justiça, a Coluna Domingueira do Alô entrevistou com exclusividade a filha da vítima que nos contou sobre o estado de saúde da sua mãe e o que a família espera para o futuro. A identidade da vítima e de sua filha foram mantidas em sigilo.

PERGUNTA - No vídeo publicado você fala sobre a saúde de sua mãe. Como ela está? Quais doenças surgiram após o fato?

RESPOSTA - No momento ela está muito debilitada, vive a base de remédios fortes. Esse fato desencadeou vários problemas de saúde e emocionais, alguns deles é a depressão profunda, o pânico de sair na rua, a ansiedade, tendência suicida, já tentou tirar a própria vida 3 vezes, e problemas de pressão, coisa que ela nunca teve.

P - Quais remédios são tomados?

R - Cloridrato de sertalina, Clonazepam, Rispiridona e Losartona.

P - Existe um custo desse tratamento?

R - Na verdade, alguns psicólogos se sensibilizam com o caso dela e acabam realizando as consultas sem custo algum e os remédios que não encontramos no posto de saúde temos que comprar, o que torna o tratamento é muito dispendioso e traumatizante. A dor que minha mãe sofre neste momento é a emocional, além da financeira, esta é a pior dor de todas, ninguém acredita na atual situação de mainha, vive cabisbaixa, sonolenta e sem vontade de viver.

P - Além das sequelas psicológicas, ficou alguma sequela física?

R - Várias, minha mãe tem inúmeras crises de ansiedade e estas crises acabam causando sofrimentos tanto psicólogicos, quanto físicos, vocês não imaginam o sofrimento de ver a sua mãe em crise, cometendo o absurdo de arrancar pedaços do cabelo, ficar se mordendo e batendo a cabeça na parede, dói muito ver qualquer ser humano, que sempre foi muito cheia de vida e esperança, estar no estágio em que minha mãe se encontra tanto fisicamente como psicologicamente.

P - Sua mãe voltou a trabalhar?

R - Não, vários são os distúrbios psicológicos que ela sofre, além de não consegui ficar muito tempo fora de casa ou na companhia de outras pessoas, até porque qualquer fato ou ato que lembre a ela os momentos de terror vividos, trazem lembranças dos piores momentos vividos por ela durante  sua existência. Ter seu corpo usado sem seu consentimento deve ser o pior momento da vida de uma mulher, o que torna o crime cometido contra ela ainda mais cruel.

P - Como foi o tratamento do condomínio que ela trabalhava após o fato?

R - A síndica do condômino foi prestativa, se colocou a disposição dela para qualquer problema que viesse a existir após o crime, o restante não, o chefe dela sugeriu inclusive que fosse feita uma reunião com o acusado e com a minha mãe pra esclarecer o ocorrido e que pudessem esquecer o fato, o que torna o posicionamento dele inadmissível, pois um crime hediondo como este não pode e não deve ser esquecido pela sociedade e muito menos pela vítima, que vai carregar ao longo do tempo sequelas emocionais e físicas da violência cometida contra ela.

P - Como vocês estão se mantendo financeiramente?

R - No momento estamos vivendo com a ajuda do meu padrasto, minha mãe não tem a mínima condição de trabalhar, os transtornos psicológicos vvidos por ela são imensos, o que limita totalmente sua capacidade de trabalho, eu não tenho como trabalhar, tenho que dividir o meu tempo com os cuidados com ela e com os afazeres domésticos, o que causa profundos transtornos para todos nós.

P - Vocês sofreram algum tipo de ameaça?

R - Na verdade não, o pânico da minha mãe é proveniente do estupro que ela foi vítima e por ter sido praticado por um homem poderoso que tentou manipular testemunhas e que apesar de condenado pela justiça, continua vivendo impunemente e principalmente pelo fato dele ser uma pessoa poderosa, o que pode prejudicar ela ou alguém da família de alguma forma.

P - O acusado tentou algum tipo de compensação financeiro a vocês?

R - Não, pois ele se diz inocente e que ouve segundo o radialista (não gosto de mencionar o nome dele, fato que me dói profundamente), foi um ato consensual, ao contrário do que diz o inquérito policial e a decisão de primeira instância da justiça, que condenou o poderoso radialista há nove anos e meio de prisão. O que foi comprovado pela polícia e pela justiça é de que houve um crime hediondo, o de estupro, e que ao mesmo tempo, o acusado ainda tentou manipular a justiça, tentando comprar testemunhas para prejudicar as investigações do crime.

P - Qual a sensação da família em ver ele solto e em posição de destaque?

R - A sensação de impunidade, pois ele está vivendo a vida como se nada tivesse acontecido, voltou a trabalhar, continua frequentando bons restaurantes, bons lugares, enquanto a minha mãe vive como um vegetal, trancada em um quarta escuro, sem vontade de viver. Eu posso afirmar, ele ACABOU com a vida da minha mãe e com todos que estão ao redor dela. Mais uma vez faço um apelo aos desembargadores, abram os olhos e vejam o que esse monstro fez com a vida da minha mãe, ela vive atormentada, relembrando todos os dias como foi o ocorrido e isso se repete todos os dias. Ele acabou com a alegria de uma família, ele acabou com a vida da minha mãe.

 

Jornalismo Alô News




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