26/10/2020 as 04:16

Esse negócio de vacina querem empurrar goela abaixo de vocês, diz Bolsonaro

Bolsonaro voltou a falar da obrigatoriedade da vacina para o novo coronavírus.

Política Online

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Por Ewerton Júnior
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que não tem pressa para conseguir a vacina contra Covid-19 por não querer repetir com o imunizante os mesmos escândalos que ocorreram com recursos destinados à compra de respiradores. "Já tivemos alguns escândalos com a verba para respirador. Não podemos ter escândalo com a vacina. Nós estamos atrás da vacina brasileira, com muita tranquilidade e responsabilidade.", disse o presidente Não é de uma hora para a outra, 'ah, tal dia vai ter a vacinação'", disse a funcionários de uma peixaria que visitou na feira permanente do Cruzeiro, no Distrito Federal, uma das paradas que fez em seu passeio de moto ao lado dos ministros da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, e da Casa Civil, Walter Braga Neto. A Polícia Federal conduz diversas investigações para apurar desvios de recursos que seriam usados no combate à pandemia em todo o país. Um destes casos envolveu o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), agora ex-líder do governo Bolsonaro. Rodrigues foi flagrado, durante operação da PF, dinheiro na cueca.

Após repercussão do episódio, ele pediu afastamento temporário do mandato. Bolsonaro voltou a falar da obrigatoriedade da vacina para o novo coronavírus. "Esse negócio da vacina, de quererem empurrar goela abaixo de vocês?", perguntou o presidente, ouvindo como resposta da vendedora que ela não tinha coragem de tomar o imunizante. Em meio à guerra política em torno das vacinas contra a Covid-19, Bolsonaro defendeu no sábado (24), em tom de piada, que a obrigatoriedade da vacinação só pode ser aplicada a cachorro. Na quarta-feira (21), Bolsonaro esvaziou um acordo anunciado na véspera por seu ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para compra de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, em desenvolvimento pela chinesa Sinovac com o Instituto do Butantan, ligado ao governo paulista. Em alguns momentos de seu passeio, Bolsonaro fez críticas à imprensa e se recusou a responder a perguntas de jornalistas, que foram mantidos longe do presidente pelos seguranças. "Tem que tomar cuidado, mas sem pânico. Agradecemos à imprensa este pânico", disse Bolsonaro. A vendedora concordou com o presidente e disse que o povo é "zumbi da imprensa". Na conversa com a mulher, Bolsonaro disse que "vamos ter que conviver com o vírus a vida toda". "Tem que ter responsabilidade sem covardia. Ok, imprensa? Sem covardia." O presidente fez todo o passeio deste domingo sem máscara e provocou aglomeração de pessoas de diversas idades, inclusive idosos, grupo mais vulnerável à Covid-19. Durante a maior parte do tempo, o presidente ouviu palavras de apoio. Mas, ao deixar o mercado, ouviu gritos de "fora, Bolsonaro!".

COVID-19 I

De acordo com alerta do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, a região pode ter uma segunda onda de proliferação do novo coronavírus. A entidade enumerou pelo menos três fatores motivadores que podem ocasionar tal cenário catastrófico: o relaxamento nas medidas de contenção contra a covid-19, a proximidade do verão com a vinda de milhares de turistas para as praias, bem como ainda a realização de campanhas eleitorais. O Comitê do Consórcio Nordeste vem recomendando às autoridades da região que sejam instalados estandes sanitários em todos os aeroportos dos nove estados, que compreendem a região. Eles deverão estar dotados de equipes de saúde com folhetos informativos, equipamentos de aferição de temperatura e kits de testagem rápida de passageiros provenientes do exterior. Sobre o Nordeste pode ter segunda onda de coronavírus, segundo Miguel Nicolelis, neurocientista e um dos coordenadores do comitê, “há um risco real de que nos próximos meses tenhamos um fluxo de portadores do Sars-CoV-2, até de cepas diferentes das que aqui prevalecem”, disse

COVID-19 II

Sergipe está em estabilidade em relação ao Coronavírus está em estabilidade, com o número de novos casos oscilando em uma média de 250 casos por dias, mas o número de mortos se mantem entre cinco e seis pr dia, mas já causa preocupação a membros da Jusitça Eleitoral, principalmente em cidades do interior. No sertão de Sergipe várias cidades estão com controle rígido dos protocolos, inclusive proibindo carreatas e aglomerações, exigindo o uso de máscaras e abraços nos eleitores. Juízes eleitorais podem adotar medidas punitivas, porque indutor do virus para a população são os próprios candidatos, que desobedecem aos limites permitidos pela OMS. No sábado à noite centenas de pessoais se aglomeraram, em festa, para dar apoio a um dos candidatos, todos sem qualquer proteção, além de misturados e ingerindo bebidas. Rsse quadro vem acontecendo em todo o Estado, incluindo Aracaju, cujos candidatos, a vereador e prefeito, não respeitam protocolos e se mostram pouco preocupados com a transmissão do vírus:  “os políticos querem é se eleger e o eleitor que contraia o virus e pode até morrer, desde que seja depois das eleições”, disse o advogado de um partido.

CARIRA

Mais uma candidatura foi impugnada em Sergipe. Desta vez, Robson Cardoso Araújo Júnior, o Dr. Robson, teve seu registro indeferido pela Justiça Eleitoral, por não ter cumprido condição de elegibilidade relacionada à filiação partidária. Filiado ao Republicanos, o médico entrou na disputa para o cargo de prefeito em Carira, mas corre o risco de não participar do pleito. A decisão destaca que a filiação de Dr. Robson ao Partido Republicanos, realizada em outubro de 2019, descumpre a condição de elegibilidade por ter ocorrido durante o período de suspensão de direitos políticos, decorrente de sentença criminal transitada em julgado. Em razão da condenação, o restabelecimento dos direitos políticos de Dr. Robson aconteceu apenas em 13/04/2020 (primeiro dia após o cumprimento da pena), tendo o período de suspensão iniciado em 17/07/2018 (trânsito em julgado da sentença) e encerrado em 12/04/2020 (cumprimento da pena).

CAPELA

Por meio de uma verdadeira peça de ilusão, a equipe do então candidato do Podemos em Capela, Astrogildo da Farmácia, tenta plantar uma situação completamente mentirosa acerca de uma decisão judicial. Houve, na verdade, uma representação por propaganda eleitoral antecipada em nossas redes sociais, com base no  artigo 36, §3º da Lei 9.504/1997 e, por meio desta, a orientação em retirar o conteúdo, bem como o pagamento de R$ 20 mil reais. Diferente do apontado pela assessoria do então candidato em suas redes sociais, onde tentam diariamente macular a imagem da prefeita e candidata à reeleição, Silvany Mamlak, não há nenhum risco de inelegibilidade ou cassação nos autos do processo, pois se trata apenas de uma questão administrativa da Justiça Eleitoral, punível apenas com multa. Esta é mais uma das tentativas desesperadas quase diárias de fantasiar uma inverdade para manter um discurso, quando todos os capelenses sabem de suas práticas cada vez mais obscuras para tentar chegar ao poder. Como a decisão cabe recurso, nossa assessoria jurídica agirá para reverter a decisão, no momento oportuno.

APARECIDA

A candidatura de Clarinaldo Andrade (MDB) à prefeitura de Nossa Senhora Aparecida foi impugnada pela juíza eleitoral dra. Andréa Caldas de Souza Lisa, da comarca de Ribeirópolis. No despacho, a magistrada entendeu que há clara vinculação parental entre a o candidato e a atual prefeita Verônica Santos, portanto tornando Clarinaldo inelegível. Na sentença, a magistrada recorre ao que determina o §9º do referido artigo 14 da Constituição Federal, “a inelegibilidade objetiva proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato e a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício da função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta”. “Analisando detidamente os autos, verifica-se que, no caso em apreço, a causadora da inelegibilidade é a Sra. Verônica Santos Sousa da Silva, cunhada do candidato em questão, a qual exerceu dois mandatos consecutivos nos períodos de 2013 – 2016 e 2017 – 2020, descabendo, no caso dos autos, a argumentação de que seu cônjuge, irmão do Sr. Clarinaldo, já faleceu, vez que, o parentesco por afinidade não se extingue com a morte daquele que não foi o causador da inelegibilidade”, diz um dos trechos do despacho publicado no início da última sexta-feira, 23.

SÃO CRISTÓVÃO

Segundo acoordenação da capanha de Adilson Junior em São Cristóvão, de arma em punho, funcionários da prefeitura do município ameaçaram o Coordenador de Campanha do candidato, Dilton Luiz, e um feirante. O fato ocorreu na feira do Eduardo Gomes. De acordo com  depoimentos recebidos, o fiscal se dirigiu ao feirante, de forma agressiva, a fim de retirá-lo do local, por estar vendendo DVD’s. Ao ser questionado pelo trabalhador, o funcionário da prefeitura de São Cristóvão sacou a arma, apontando-a para o feirante. Segundo Dilton, após ameaça ao feirante, ele também foi ameaçado. “Ele [o fiscal] apontou a arma para o feirante e, não tendo nenhuma atitude, ele correu. Chegou o outro fiscal e disse que se eu gravasse, iria atrás de mim”, declarou. O coordenador de campanha de Adilson já está procurando as medidas legais cabíveis e lamenta a situação. “Atitudes como essa deixa o debate político enfraquecido. É triste ver como o grupo que se intitula ‘Turma do Bem’ , tem reagido de forma adversa ao que pregam, contrariando a ‘bondade’ e se apresentando como a ‘Turma do mau'”. Assustada, uma consumidora que estava no local demonstrou indignação ao ocorrido. “É um absurdo agir dessa forma. Esses aí, que estão no poder, já deixaram bem claro que é contra o povo e contra o trabalhador”, disse, referindo-se a atual gestão.

 




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