28/05/2022 as 04:32

Bolsonaro não deve ter dormido com o resultado do Datafolha, diz Lula

O ex-presidente comentou a pesquisa DataFolha que foi apresentada na quinta-feira (26/5)

Política Online

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Por Ewerton Júnior
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ontem, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) "não dormiu ontem à noite" após divulgação de pesquisa DataFolha que apontou vitória de Lula no primeiro turno. O ex-presidente comentou sobre a pesquisa em um encontro com movimentos populares na capital paulista. "Vocês viram a pesquisa ontem. Eu imagino que o Bolsonaro não dormiu ontem à noite. Eu imagino que ele falou: 'Que desgraça que esse Lula Tem? Que desgraça, que a gente faz fake news com ele todo dia'", disse o ex-presidente. Lula e Alckmin participaram de um encontro com representantes de 87 movimentos populares, que assinaram um documento contendo propostas para o plano de governo de Lula e entregaram ao presidenciável durante o evento. Segundo os organizadores, é a primeira vez que todos os movimentos populares se unem para apoiar o mesmo candidato.

Entre as entidades participantes estavam a Marcha Mundial das Mulheres, a União Nacional dos Estudantes, o MST, o MTST e o Movimento Negro Unificado. Estavam presentes também o ex-governador de São Paulo e vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, e o vereador de São Paulo, Eduardo Suplicy (PT). Ainda sobre Bolsonaro, Lula afirmou que "nós estamos enfrentando alguém que é perigoso, porque o comportamento dele não é democrata. Ele vive de ofender as instituições. Eu quero que ele saiba que o povo é a voz de Deus, e o povo vai tirá-lo de lá". Aos movimentos sociais, Lula fez um forte aceno, e disse que muitos políticos que chegam ao poder esquecem dos eleitores que o ajudaram. "Eu acho que muitas vezes a gente merece aplauso, mas muitas vezes a gente merece é vaia, e a gente tem que respeitá-la igual respeitamos os aplausos". Lula defendeu ainda que nunca pediu aos movimentos sociais para deixarem de fazer greve quando era presidente. "Sem vocês reivindicarem, sem vocês escreverem o que vocês desejam, sem vocês aporrinharem a nossa vida cobrando todo o dia, a gente não faz o que precisa ser feito. Não se incomodem de cobrar", disse o ex-presidente.

OBRAS EM ITABAIANA

O prefeito de Itabaiana, Adailton Sousa, assinou dois contratos de repasse que celebram, entre si, a União, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional- representado pela Caixa Econômica Federal, que têm por objetivo destinar R$2,9 milhões para recapeamento asfáltico e R$12,5 milhões para a aquisição de lotes visando conclusão do Complexo Vice-Prefeito João de Deus Sousa. O gestor ressaltou que a celebração do contrato é um dia muito especial para o município serrano, sobretudo por ter no projeto a construção de 756 unidades habitacionais. Unidades essas que terão os recursos para construção pleiteados pelo gestor, em Brasília. "Continuamos trabalhando em benefício do nosso município com essas parcerias que são muito importantes. Quero destacar que o montante foi oriundo de uma emenda do deputado federal Bosco Costa", disse.

SAIDINHAS

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o projeto que acaba com as chamadas “saidinhas” dos presos está na pauta e deve ser votado em junho. Ele destacou que no próximo mês deve pautar no Plenário projetos focados na segurança pública. As afirmações foram feitas em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta sexta-feira. O projeto acaba com a possiblidade de concessão de saída temporária para os condenados que cumprem pena em regime semiaberto. O benefício da saída temporária é previsto na Lei de Execução Penal. Ele é concedido aos presos que preenchem alguns requisitos, como bom comportamento, e apenas em algumas situações, como visita à família ou para estudar. “Em relação à segurança pública, tenho reunido com a bancada [da segurança pública] e o que está na pauta é o projeto que discute o fim das ‘saidinhas’ de presídio. Mas vamos ter reuniões com a bancada do Congresso para discutir uma pauta mínima sobre o tema”, informou Lira.

 

EMENDAS ARTICIPATIVAS

O senador Alessandro Vieira (PSDB) realiza, na segunda-feira (30), a quarta edição das Emendas Participativas, uma consulta popular criada por ele, ao assumir o mandato, para definir, junto com os cidadãos sergipanos, a destinação de recursos federais. O evento ocorrerá na Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL, em Aracaju, a partir das 9h da manhã, e serão apresentados os projetos cadastrados. “A população, por meio dos impostos, paga o Estado para que ele invista em melhorias na sua cidade. Nada mais justo que ele participe na hora de criar os projetos e, principalmente, no momento de escolher para qual projeto irá o dinheiro. Por isso, criamos nossas Emendas Participativas, para que nossa gente tenha voz e seja ouvida na hora de escolher quais suas prioridades”, salienta Alessandro Vieira. O parlamentar sergipano ressalta ainda o caráter democrático da consulta popular e a importância de ter adotado este sistema participativo inovador. “Que garante, além da participação popular, mais transparência na destinação das emendas parlamentares. Vamos promover esta prestação de contas dos projetos cadastrados e selecionados na primeira etapa, e possibilitar que os sergipanos decidam quais receberão investimento através das Emendas Participativas”, enfatiza o senador Alessandro, ressaltando que o evento será transmitido em suas redes sociais.

NO FUNDO DO POÇO

Professores da rede municipal de ensino do município de Poço Redondo, alto sertão sergipano, estão em paralisação desde a última quarta-feira, 25, e decidiram ocupar o prédio da prefeitura municipal. A categoria segue realizando a ocupação nesta sexta-feira, 27, e cobra a atualização do piso salarial para os professores do município. “Os professores paralisaram as atividades e estão em vigília e ocupação, tentando dialogar com a prefeita, pois a proposta apresentada pelo ex-prefeito e pela atual prefeita é de retirar o direito à titulação e só garante 10% do piso, quando o reajuste é de 33,24%. Os professores não aceitam essa proposta e seguem aqui tentando dialogar com a prefeita para que ela apresente uma proposta que garanta os direitos dos professores”, diz a diretora executiva do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), Ivonete Cruz. O ato de ocupação segue durante esta sexta-feira. Durante a tarde, haverá assembleia da categoria para definir as novas diretrizes. “Não temos nenhuma previsão de audiência com a prefeita. Falei com ela por telefone e ela ficou de nos dar um retorno que não aconteceu. Hoje às 14h teremos uma nova assembleia pra discutir os rumos da luta aqui em Poço Redondo”, afirma Ivonete. A Assembleia a ser realizada nesta tarde pode definir a desocupação do prédio da prefeitura e também a continuação da paralisação.

 

PRÓ-RODOVIAS

Dando continuidade ao Pró-Rodovias II, o governador Belivaldo Chagas realizou, a assinatura da ordem de serviço para obras de reestruturação da rodovia SE-290, em Poço Verde. O trecho vai do entrocamento com a SE-170, em Tobias Barreto, ao entrocamento com a SE-361, em Poço Verde, interligando as regiões Centro Sul e Sul, beneficiando o escoamento da produção agrícola e na geração de emprego e renda para população. “ Hoje é um dia histórico para mim. São quase R$ 52 milhões de reais para realizar essa obra com recursos garantidos do Tesouro do Estado. Portanto, assim como prometi fazer a rodovia que liga Tobias a Itabaianinha e já estamos fazendo com recursos do Tesouro e a rodovia que liga Tobias Barreto a Riachão, que já se encontra concluída, agora estamos com essa grande obra, nessa rodovia, com mais de 30 anos, que precisava ser praticamente reconstruída. A recuperação deste trecho vai levar ainda mais desenvolvimento emprego e renda para a região, facilitando o acesso à Bahia e o escoamento de produtos agrícolas, especialmente de milho, feijão e gado”, pontuou o governador. A obra será realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs) e o Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária de Sergipe (DER). Dentro do Pró-Rodovias II, contempla a extensão de 55,96 km, fruto de um investimento de R$ 51.164.782,55. No total, deverão ser utilizadas mais de 47 mil toneladas em concreto asfáltico (CBUQ). “É o compromisso do governo do Estado para com essas duas cidades. Uma obra que proporcionará mais desenvolvimento, emprego e renda para a população”, disse o secretário da Sedurbs, Ubirajara Barreto.

TRAIÇÕES

O presidente do PDT, Carlos Lupi, admitiu haver pré-candidatos do partido nos Estados que vão apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa ao Palácio do Planalto. "Isso faz parte. Cada candidato quer olhar o eleitor local", disse ele. Lupi afirmou, porém, que não haverá punição aos infiéis. O nome do PDT para a eleição presidencial é o do ex-ministro Ciro Gomes, que costuma fazer duras críticas ao petista. "O Lula, em alguns Estados, principalmente no Nordeste, é muito forte hoje", afirmou Lupi ao Estadão. Alguns exemplos de simpatizantes de Lula no PDT são o senador Weverton Rocha, pré-candidato ao governo do Maranhão, e o ex-prefeito de Niterói (RJ) Rodrigo Neves, que quer concorrer ao governo do Rio. Na outra ponta, Ciro tem a esperança de contar com dissidências regionais do PSB, partido que apoia Lula, mas tem conflitos com o PT em alguns Estados. Candidato à reeleição, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, que é do PSB, faz acenos a Ciro. "Ele (Renato) tem um compromisso com a gente de abrir o palanque para o Ciro. Não exclusivo, mas vai abrir", contou Lupi. O governador participou na terça-feira, 24, de uma live promovida por Ciro e disse que o PSB "tem que avaliar até onde pode ir nessa conversa com o PT". Casagrande foi um dos principais obstáculos para que houvesse uma federação entre PT e PSB, que forçaria as duas legendas a tomarem as mesmas posições em âmbito nacional, estadual e municipal por, no mínimo, quatro anos. "Temos decisão a ser tomada no Rio de Janeiro, aqui no Espírito Santo, no Rio Grande do Sul, em São Paulo. Tem uma aliança nacional formada, consolidada, bem organizada, mas ainda temos até julho para poder discutir alguns Estados", afirmou o governador durante a live com Ciro.

FRENTE PARLAMENTAR

O setor de serviços reúne 1,4 milhão de empresas e emprega 12,8 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE. Diante da importância do setor, o deputado federal Laércio Oliveira, que presidente da Frente Parlamentar Mista do Setor de Serviços (FPS), reuniu parlamentares e diversas entidades para falar sobre as principais pautas para gerar emprego na retomada da economia. Na reunião foram apresentados os resultados mais recentes do Índice de Serviços, criado pela frente parlamentar. Os dados de março deste ano mostram que o setor cresceu 5,2%, em relação a fevereiro, superando em 8% o patamar do setor pré-pandemia. Além disso, o setor de serviços foi o que mais empregou no Brasil em 2021, com cerca de 1,2 milhão dos empregos gerados. E para manter essa tendência de crescimento, a Frente selecionou projetos prioritários que estão na agenda de 2022. De acordo com Laércio, a desoneração da folha para todos os setores é a principal demanda da frente. “Apresentamos uma proposta alternativa para inclusão na PEC 110, que possibilita o creditamento da folha de pagamentos como um insumo, assim como acontece em outros setores, onde os insumos geram créditos para abatimento”, explicou. Sem essa sugestão o projeto de reforma tributária como está hoje vai aumentar impostos para o setor, e isso significará desemprego. Outra proposta defendida pela frente é a reabertura do prazo de adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) da Receita Federal. “Com mais notoriedade, tramita o PL 4728/2021, do senador Rodrigo Pacheco, que aguarda a apreciação da Câmara dos Deputados. Visando a celeridade na aprovação e, em virtude da urgência do assunto, defendemos a aprovação do texto da mesma forma em como foi enviado pelo Senado Federal” disse.

GRAÇA PRESIDENCIAL

Frente a centenas de evangélicos, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, que concedeu a graça presidencial ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) para “dar exemplo ao Supremo Tribunal Federal (STF)”. O chefe do Executivo também ameaçou não obedecer a decisão da Corte sobre o marco temporal – o julgamento foi retomado na semana passada. “Não pude ver um deputado ser condenado a um regime fechado, ter o mandato cassado, tornar-se inelegível e multado. Não interessa o que ele falou, exerci o meu poder dentro das quatro linhas da Constituição até para dar exemplo ao Supremo Tribunal Federal assinando a graça. Nós devemos respeitar os outros poderes, nunca temer. É dessa forma que nós governamos”, disse em discurso na Convenção Nacional das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira, ocorrida em Goiânia (GO). O presidente concedeu o indulto a Silveira no feriado de Tiradentes, em 21 de abril, menos de 24h após a Suprema Corte o condenou a mais de oito anos de prisão sob a acusação de atentar contra a democracia. Na quinta-feira (26/5), Bolsonaro chegou a dizer que não tinha aproximação com o parlamentar. “Tenho pouco contato com Daniel. Sabia que era do RJ cabo da PM, tinha suas posições. Falou coisas que eu não gostaria de ouvir dele, agora 9 anos de cadeia fechado, cassação de mandato, inelegibilidade e multa isso é um abuso. Eu não podia, como chefe do Executivo, tendo as armas da CF na minha frente, deixar de conhecer a graça para ele”, afirmou na saída de uma igreja em Brasília. Em matéria do Estado de S. Paulo, publicada na quinta-feira (26), foi revelado, no entanto, que o documento que concedeu a graça ao deputado foi feito às pressas, inclusive passando por cima de ritos como o respaldo por um advogado antes de ser publicado.

AVALIAÇÃO NEGATIVA I

A avaliação negativa do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) atingiu 48% conforme a nova pesquisa Datafolha, oscilando dentro da margem de erro na comparação com a anterior, de março, quando o índice dos que consideram a gestão ruim ou péssima foi de 46%. Também se mantiveram estáveis as taxas dos que consideram o governo regular (27%, ante 28% em março) e dos que o avaliam como ótimo ou bom (25% em ambos os levantamentos). A fatia de 1% que não opinou foi idêntica. Com os resultados, Bolsonaro continua no posto de presidente com a pior avaliação em igual tempo de mandato entre todos os presidentes eleitos após a redemocratização do país. O desempenho ajuda a explicar a inédita dificuldade de um mandatário em busca da reeleição em conseguir a dianteira na corrida eleitoral. A mesma pesquisa mostra que Bolsonaro tem 27% de intenções de voto e fica em segundo lugar, bem atrás dos 48% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento foi feito com 2.556 eleitores acima dos 16 anos em 181 cidades de todo o país, nesta quarta (25) e quinta-feira (26). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. A pesquisa foi contratada pela Folha e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-05166/2022. A pior taxa de avaliação positiva do governo Bolsonaro foi registrada em dezembro de 2021, quando bateu os 53%. Já a melhor se deu em dezembro de 2020, quando ficou em 37%. Os atuais 48% são registrados em meio à corrosão da situação econômica, com a disparada de preços de combustíveis e o retorno da inflação –no acumulado em 12 meses até abril, o IPCA ficou em 12,13%, maior nível desde outubro de 2003 (13,98%).

AVALIAÇÃO NEGATIVA II

Na comparação com outros presidentes no mesmo período de mandato, na série histórica do Datafolha, Bolsonaro fica atrás do tucano Fernando Henrique Cardoso, que registrava 24% de reprovação a essa altura de sua primeira passagem pelo Planalto, de Lula (22%) e da petista Dilma Rousseff (26%). O ex-presidente José Sarney (MDB) atingiu 62% de avaliação ruim ou péssima, mas a pesquisa da época foi realizada em dez capitais. Posteriormente, os levantamentos aumentaram sua abrangência territorial. As curvas da reprovação a Bolsonaro acompanham, de modo geral, suas tendências de maior rejeição e de menor probabilidade de voto no pleito de outubro. A taxa dos que consideram sua gestão ruim ou péssima é numericamente maior entre as mulheres (51%) do que entre os homens (45%) e atinge seus patamares mais elevados entre moradores do Nordeste (55%), funcionários públicos (61%), brasileiros com ensino superior (54%) e eleitores de Lula (73%). Já os percentuais de bom ou ótimo são superiores entre estratos como o dos evangélicos (35%) -cada vez mais um dos bastiões da popularidade presidencial- e o dos empresários (48%). Também é nítida a preferência dos mais ricos: entre quem tem renda familiar de cinco a dez salários, a taxa de aprovação bate 35% e salta para 45% na faixa acima dos dez salários. Entre os que pretendem votar em Bolsonaro, como esperado, a percepção de que ele faz um governo ótimo ou bom é recorde, na casa dos 72%. Os que consideram a gestão regular são 27%, e 1% a reprova. A pesquisa Datafolha mostrou ainda o impacto limitado do Auxílio Brasil, visto pelo entorno do presidente como uma arma para aumentar sua popularidade e, consequentemente, suas chances de se reeleger. Entre pessoas que recebem o auxílio ou moram com beneficiários do programa, a aprovação do governo fica em 19%, abaixo da média geral. A reprovação dentro desse grupo é de 45% e a nota regular é de 34%. Já na parcela que não tem acesso ao auxílio, as taxas são bem próximas ao resultado na população geral: 49% de ruim ou péssimo, 27% de ótimo ou bom e 24% de regular. A comparação entre a pesquisa deste mês e a de março demonstra uma variação sensível na taxa de reprovação entre pessoas de 45 a 59 anos, com um salto de 43% para 50%, e na faixa dos que têm renda familiar entre dois e cinco salários mínimos, de 40% para 49%.


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