ECONOMIA

29/06/2020 as 08:37

Academias de ginástica vão misturar aula presencial e online

Os estabelecimentos deverão voltar implementando diversas mudanças

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para voltar a funcionar durante a pandemia, academias que já começaram o processo de reabertura tiveram que mudar tudo, desde a grade de aulas até a organização dos espaços. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Les Mills Brasil, empresa neozelandesa de aulas coletivas de ginástica que atua em mais de mil estabelecimentos de todo o país.

Entre as mudanças, estão: redução no quadro de aulas em grupo, distanciamento de até quatro metros entre os alunos com demarcações de espaços no chão, restrição ao uso de vestiários, horários de treino específicos para grupos de risco e obrigatoriedade de utilização de máscaras.

Os estabelecimentos estão seguindo orientações de saúde estabelecidas pelos governos locais. Em Santa Catarina, por exemplo, onde as academias começaram a reabrir no final de abril, a recomendação é que os espaços recebam até 30% da ocupação máxima. A permanência de cada aluno no ambiente deve ser de no máximo 60 minutos, com distanciamento de 1,5 metro entre cada pessoa durante o treino.

Além de mapear as novas práticas das academias, a pesquisa da Les Mills Brasil também ouviu mil frequentadores dos espaços, entre os dias 27 de maio e 7 de junho.

Os dados mostram que 56,3% dos alunos mantiveram uma rotina de prática de exercícios em casa na quarentena e 87,2% afirmaram que suas academias disponibilizaram treinos online.

O retorno às aulas presenciais, porém, ainda é tímido: para 57,1% dos frequentadores, o receio de contágio do novo coronavírus os impede de voltar à academia.

Mesmo com os cuidados, os negócios só devem recuperar o público e a receita de antes da Covid-19 em um ano, estima Pedro Badur, diretor de marketing e experiência do cliente da Les Mills Brasil.

Entre os espaços da empresa que já reabriram e oferecem aulas, que incluem 13 modalidades, a frequência média atual é de 25% dos alunos.

"Mesmo quando a pandemia estiver superada, é esperado que uma parte dos alunos continue treinando em casa, utilizando plataformas digitais alguns dias", diz Badur.




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