24/11/2021 as 18:07

E o salário oh!

Congresso amplia em quase 140% a previsão de emendas para 2022

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Por Ewerton Júnior
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Para controlar uma fatia maior do Orçamento da União, parlamentares apresentaram um valor recorde de emendas para 2022, ano de eleição. Ao todo, deputados e senadores querem R$ 112,4 bilhões em recursos públicos para financiar obras e serviços em seus redutos eleitorais, sete vezes mais do que já está reservado para o ano que vem. O valor representa aumento de 139% em relação ao que foi proposto em 2020. Deste total, R$ 3,3 bilhões são em transferências diretas, que ficaram conhecidas como "emendas cheque em branco", nas quais prefeitos e governadores podem gastar sem precisar prestar contas. O apetite maior dos parlamentares se dá após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a suspensão dos pagamentos das emendas de relator, mecanismo do orçamento secreto usado pelo governo de Jair Bolsonaro para obter apoio no Congresso, revelado pelo Estadão. Os R$ 112,4 bilhões pedidos incluem outras modalidades de emendas: as individuais, as de bancada e as de comissões. O aumento também ocorre em meio à discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que pode abrir uma folga no teto de gastos - regra segundo a qual as despesas do governo devem ser limitadas à inflação - e abrigar parte das demandas dos congressistas para 2022. A aprovação de quanto será de fato destinado aos parlamentares depende da votação do projeto orçamentário, em dezembro. Nessa fase de apresentação de emendas, técnicos do Congresso costumam dizer que "o céu é o limite", pois parlamentares podem pedir quanto quiserem. O valor final, porém, deve cair, já que nem todas são aprovadas.

Mesmo com a futura redução, o volume de verbas proposto por deputados e senadores é inédito. Em 2020, por exemplo, o valor indicado para o Orçamento foi de R$ 47 bilhões. Com os vetos de Bolsonaro e outros cortes que ocorreram nos últimos meses, o total aprovado caiu para R$ 35,5 bilhões. A busca por recursos para bases eleitorais envolveu até mesmo ministros de Bolsonaro. Deputados licenciados, Onyx Lorenzoni (Trabalho) e João Roma (Cidadania) pediram exoneração do governo para reassumir os cargos na Câmara e apresentar emendas. Onyx é pré-candidato ao Palácio Piratini, no Rio Grande do Sul, enquanto Roma avalia disputar o governo da Bahia. O projeto de Orçamento encaminhado pelo Executivo reserva R$ 16,2 bilhões para emendas impositivas, que têm o pagamento obrigatório pelo governo, especificamente para atender às indicações individuais e de bancada. Qualquer valor adicional precisa de espaço fiscal, ou seja, o Congresso terá de usar a folga no teto de gastos ou cortar outras despesas de interesse do governo. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), afirmou que o aumento das emendas é necessário e classificou a ofensiva dos parlamentares como uma reação à decisão do STF de suspender as emendas de relator. "Precaução contra ativismo judicial", disse. Para o senador José Aníbal (PSDB-SP), porém, o aumento das verbas equivale à "monetização da política". "Não mais coronelismo, enxada e voto. Agora é prefeitos, emendas e voto. Curral eleitoral contemporâneo", criticou o tucano. Além das emendas tradicionais, parlamentares também querem usar o espaço no Orçamento criado com a PEC dos Precatórios para aumentar as de relator. Por esse modelo, o dinheiro é enviado a prefeituras e governos estaduais indicados por congressistas sem critérios claros. O formato de repasse, criado em 2019 pelo governo Bolsonaro, permite a troca emendas por apoio. Ainda não há indicações de emendas de relator para 2022, o que só deve ocorrer no próximo mês. Há uma articulação para que o valor seja de R$ 16 bilhões. A cúpula do Congresso, no entanto, discute uma saída para cumprir a decisão do STF de dar transparência a esses recursos e garantir aumento de repasses no ano que vem.

SERGIPE COMEMORA EMPREGO 

Segundo os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, Sergipe encerrou setembro com a abertura de 6.097 empregos com carteira assinada, o melhor saldo para o mês desde 1992. Com 2,2% a mais de postos de trabalho formal criados, Sergipe só ficou atrás de Alagoas entre as unidades do país que mais cresceram neste quesito. Desta maneira, em relação ao estoque do mês anterior, os destaques são para Alagoas, com a abertura de 16.885 postos, aumento de 4,73%; Sergipe que criou 6.097 novas vagas (2,2%); e Pernambuco, com saldo positivo de 25.732 postos (2,01%). Sergipe comemora os dados e atribui os bons resultados aos investimentos do governo do Estado para aquecimento da economia sergipana. O estado enfrentou a pandemia, salvando vidas, e chega neste momento sendo o 8º estado que mais investe na economia. Gerando ainda mais emprego e renda para os sergipanos. Ainda segundo o relatório, analisado e divulgado pelo Observatório de Sergipe/Superplan, todos os setores observados tiveram saldo positivo. Comércio apresentou crescimento de (0,73%); Construção ( 3,31 %); Serviços (0,49%); Agropecuária (16,43%); Industria (6,07%). Com investimento do Governo do Estado, diversas indústrias retomaram atividades e novas trouxeram suas instalações para o estado, ampliando geração de empregos. A Cerâmica Capri LTDA deu início às vendas de sua produção, no final do mês de outubro, tornando-se oficialmente a mais nova empresa do ramo ceramista no mercado sergipano. Com duas linhas de produção, a empresa gera atualmente 90 empregos diretos e 250 indiretos, revitalizando uma planta paralisada desde maio de 2018. O projeto conta com incentivos fiscais do Governo de Sergipe, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Com o apoio do Governo de Sergipe, mais uma indústria amplia suas atividades e passa a gerar 400 novos empregos e renda para o estado. A fábrica Altenburg, especializada na produção de artigos de cama e banho, inaugurou sua unidade própria no estado. Presente em Sergipe há mais 10 anos, a empresa catarinense ocupava um imóvel alugado no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro. Com subsídios do Governo, a indústria adquiriu um terreno no Distrito, erguendo uma planta com 18 mil m² de área construída e investimento de R$ 30 milhões. Com incentivos do Estado, a Usina Taquari gera mais de 2.700 empregos diretos. Indiretamente, investimento possibilita geração de cerca de 4 mil empregos. Sergipe sai ganhando. É um grupo genuinamente sergipano que acredita, investe e, portanto, amplia essa planta aqui com altos investimentos pensando, exatamente, no progresso de Sergipe, do Nordeste e do Brasil.

 

CONVESCOTE

 

Aracaju sedia a partir desta quinta-feira, 25, a 81ª Reunião Geral da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). Contando com apoio da Prefeitura de Aracaju, o evento acontece no Vidam Hotel, no bairro Atalaia, e reúne prefeitos dos municípios de médio e grande porte de todo o Brasil, incluindo as capitais, para discutir temas das diversas áreas da administração pública.  A reunião encerra na tarde da sexta-feira, 26. O prefeito Edvaldo Nogueira, presidente da FNP, destaca que é uma grande alegria poder retomar as atividades presenciais da entidade recebendo gestores de todo o país em Aracaju. “É uma honra receber os amigos prefeitos aqui na nossa capital, para que possamos discutir o futuro das cidades e traçar estratégias para o desenvolvimento de cada uma delas. As cidades são o futuro da humanidade, por isso precisamos fortalecê-las", destaca. No primeiro dia de reunião, na quinta-feira, 25, às 9h, acontecerá a abertura com o prefeito Edvaldo Nogueira. Às 11h30, será realizada a posse dos Conselhos dos Prefeitos. Após a pausa para o almoço, às 14h, será lançado o Anuário MultiCidades 2022, seguido das discussões temáticas, que serão realizadas ao longo da tarde. Já na sexta-feira, 26, a manhã será marcada pelas discussões sobre o transporte público e os desafios da saúde pública pós-pandemia. Às 11h, acontecerá a reunião para definir as diretrizes do debate com presidenciáveis para 2022. À tarde, a partir das 14h, será apresentada a pauta dos municípios ao Congresso Nacional e Governo Federal. Às 16h, será realizado o encerramento oficial da 81ª Reunião Geral da FNP.

CONGRESSO ESTADUAL

No dia 4 de dezembro, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) realizará um Congresso Estadual para eleger os membros do Diretório e a sua Comissão Executiva Estadual para o triênio 2022-2024. O evento também colocará em pauta os rumos do PSB para as eleições de 2022. Segundo o presidente do PSB em Sergipe, Valadares Filho, o encontro reunirá todos os segmentos do partido, dirigentes e militância, para um debate profundo sobre a defesa da história do partido no estado e os caminhos que a sigla irá percorrer para manter o seu legado. "O PSB possui uma relevante trajetória de serviços prestados ao povo sergipano. É um partido que tem sido protagonista nas discussões sobre o futuro de Sergipe e jamais iremos abrir mão desse protagonismo, conquistado através de toda confiança depositada pela sociedade. Vamos defender com veemência esse legado", afirma Valadares Filho. De acordo com ele, o ato será oportunidade para estimular candidaturas. "Queremos incentivar nossos membros a participarem da disputa eleitoral em 2022, concorrendo para deputado estadual e federal. O posicionamento do nosso partido em relação à condução da chapa majoritária estamos participando ativamente na construção de um projeto de oposição visando o melhor para o futuro de Sergipe", enfatiza. O Congresso Estadual do PSB acontecerá a partir das 9h, na sede do PSB, que está localizada na Rua José de Faro, nº 13, bairro Jardins.

VAGABUNDO E BANDIDO

O ex-vereador e atual Presidente do Diretório Estadual do PROS, Cabo Amintas, fez duras declarações ao se referir à Câmara Municipal de Aracaju ao afirmar que a câmara tem muito vagabundo e bandido. “A Câmara Municipal de Aracaju tem muito vagabundo e bandido, que se tivesse justiça no Brasil alguns vereadores estariam na cadeia”, afirmou o ex-vereador. A afirmação do ex-vereador foi feita durante entrevista ao Programa Contra Ponto, da Aperipê, onde Amintas disse ainda que “me arrependo de não ter quebrado a cara de um vereador no parlamento, não quebrei porque não deixaram, mas, se eu encontrar com ele na rua, eu quebro a cara”, avisou Amintas. O ex-vereador também comentou sobre seu voto ao senador Alessandro Vieira, afirmando que “foi um erro meu e da sociedade sergipana, fomos enganados. Ele (Alessandro) é frouxo e não será candidato a Governador, será candidato a presidente, pois sabe que se candidatar ao governo, ele perde feio as eleições”, disse.

DEBATE

O presidente Jair Bolsonaro disse que quer debater com o ex-presidente Lula durante a campanha eleitoral de 2022. Também tentou minimizar a viagem do petista à Europa, marcada por encontros com lideranças políticas e chefes de Estado e discursos – inclusive no Parlamento Europeu, onde foi aplaudido. “Ele esteve com a esquerda europeia. Não tem mais futuro o ex-presidente. Acabou a vida. Passou o tempo do PT, marcado por corrupção, na Petrobras, nos Correios, em tudo quanto é lugar”, afirmou o ex-capitão em entrevista ao Portal Correio, da Paraíba. “Eu não estou preocupado com isso. Se me preocupar com isso, não durmo. A gente vai para debate? Vai. Quero debater com Lula, sem problema nenhum.” Bolsonaro ainda declarou que não teme a entrada do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro na disputa presidencial. “Moro esteve comigo um ano e quatro meses. Depois, pediu demissão. Ele tinha um objetivo próprio aqui. Raramente contava piada, conversava com alguém. E não estava atendendo aos nossos propósitos”, avaliou. “É um direito dele de ser candidato. Se vier, a gente vai se encontrar por aí. Eu queria ver num carro de som como ele vai falar com a população.

”BOLSONARO & VALDEMAR

O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) disse nesta quarta-feira (24) que está "tudo certo" para sua filiação do PL de Valdemar da Costa Neto. Esta é a primeira vez que o mandatário confirma sua ida para o partido, antes disso só havia dito que estava "99% fechado" . Na terça-feira (23), o partido divulgou nota afirmando que a ida do mandatário estava acertada e marcou uma nova data para cerimônia de assinatura da ficha: 30 de novembro, próxima terça-feira. "Deu certo, deu certo. Tá tudo certo", disse o presidente, questionado por jornalistas se teria dado certo a filiação do PL. A declaração foi dada pelo chefe do Executivo ao deixar ao Palácio do Planalto à pé para a Câmara dos Deputados, onde recebeu medalha do Mérito Legislativo na manhã desta quarta-feira (24). A nova data foi marcada após semanas de idas e vindas. Bolsonaro havia dito que estava "99% fechado" com o partido de Valdemar. A data do "casamento" foi marcada pelo PL para a última terça-feira, 22 de novembro, mas acabou adiada. O cancelamento do evento ocorreu devido a entraves em alianças regionais, em especial em São Paulo. Valdemar, que já foi aliado do PT, condenado e preso no mensalão, adotou uma postura pragmática e fez de tudo pela filiação do presidente. O cálculo visa aumentar a bancada de deputados e senadores no Congresso em 2023, independentemente de quem ganhe a eleição para o Planalto. A ideia é saltar dos atuais 43 deputados para pelo menos 65. O cenário entre Bolsonaro e o PL melhorou na semana passada, depois que Valdemar organizou uma carta branca dos diretórios estaduais para que ele pudesse negociar a situação de cada estado conforme achasse melhor para viabilizar a entrada de Bolsonaro. O presidente caminhou do Planalto para o Congresso nesta manhã para receber a homenagem na Câmara, o que ocorreu sob aplausos e protestos dos parlamentares e homenageados no plenário da Casa.

FRAUDES

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (24), as Operações Vida Fácil I e Vida Fácil II para investigar fraudes de aproximadamente R$ 10 milhões em pagamentos do Auxílio Emergencial do governo federal. Estão sendo cumpridos 17 mandados de prisão preventiva e 54 mandados de busca e apreensão expedidos pela nas cidades de Araçatuba, Bauru, Marília, Birigui, São José do Rio Preto, todas no interior de São Paulo, em Anápolis (GO) e Maringá (PR). As investigações foram iniciadas no início de 2021 no interior paulista depois das informações da Unidade de Repressão às Fraudes ao Auxílio Emergencial da PF, em Brasília, identificaram ação de duas organizações criminosas especializadas no furto mediante fraude do benefício assistencial, em Birigui, interior de São Paulo. “Os líderes dos grupos criminosos ostentavam alto padrão de vida, adquirindo veículos de luxo e imóveis. Pelos elementos até então obtidos é possível estimar que os prejuízos aos cofres públicos sejam superiores a R$ 10 milhões. A pedido da PF, a Justiça Federal decretou, além das buscas e prisões, o bloqueio de bens e valores dos investigados objetivando garantir a restituição dos valores desviados para os cofres públicos”, informou a PF. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Araçatuba. Os presos serão indiciados pelos crimes de furto, mediante fraude, praticados por meio de dispositivo eletrônico ou informático, e associação criminosa. A pena máxima é de 16 anos de detenção.

SABATINA I

Após mais de quatro meses de resistência, o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), marcou a sabatina do ex-ministro André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). A sabatina e votação da indicação de Mendonça na CCJ vão acontecer na próxima semana, durante o chamando esforço concentrado convocado no Senado para votar indicações pendentes para diferentes cargos. O presidente da comissão informou que um calendário será elaborado até o início da próxima semana, para que todos os nomes pendentes de análise na CCJ sejam efetivamente sabatinados. "Vou fazer a leitura de todas as mensagens [presidenciais] que estão aqui. Vou seguir integralmente a decisão do presidente [do Senado] Rodrigo Pacheco de, no esforço concentrado, com o quórum adequado, fazermos as sabatinas de todas as autoridades que estão indicadas na comissão", afirmou o senador. O senador também disse que recebeu sete pedidos de senadores para serem relator da indicação de Mendonça. Acrescentou que vai realizar uma reunião com os interessados e membros da comissão nos próximos dias e que então tomará uma decisão. O senador pelo Amapá se encontrou em uma posição difícil para continuar segurando a sabatina de Mendonça, apesar do alívio proporcionado por uma recente decisão do STF, que garantiu a ele a prerrogativa para agendar as análises dentro da comissão.

SABATINA II

Por outro lado, cresceu a pressão sobre seu aliado, Rodrigo Pacheco, que então marcou um esforço concentrado e vinha falando que tinha a "expectativa" de que Alcolumbre realizaria todas as sabatinas pendentes. Ao mesmo tempo, o presidente da CCJ também vinha repetindo nos últimos meses que apenas pautaria a sabatina de Mendonça se tivesse votos suficientes para derrubá-la. Como a Folha mostrou, ele tem dito que conta com 49 votos contra o indicato de Jair Bolsonaro -de um total de 81 senadores. Nos bastidores, comenta-se que o principal motivo pelo qual Alcolumbre vinha segurando a sabatina de Mendonça é o fato de ter perdido o controle sobre a distribuição de emendas. Além disso, também comenta-se que ele gostaria de ver substituída a indicação de Mendonça pela do atual procurador-geral da República, Augusto Aras. Mendonça é o nome "terrivelmente evangélico" que Bolsonaro havia prometido indicar para uma vaga no STF. Alcolumbre fez nesta quarta-feira (24) uma longa fala sobre o assunto, rebatendo a acusação de que havia tornado inoperante alguns órgãos, justamente por não agendar sabatinas. Citou como exemplo o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), afirmando que as sabatinas que lhe cabiam haviam sido feitas mas que o plenário do Senado ainda não realizou as votações previstas. O ex-presidente do Senado também afirmou que tinha preferência por realizar primeiramente as sabatinas para cargos com mandatos e não para vagas vitalícias, como as indicações para tribunais. Ele citou especificamente as indicações de Mendonça, para o STF e também para uma vaga no TST (Tribunal Superior do Trabalho), cuja indicada é a desembargadora Morgana de Almeida Richa. "Pessoalmente, se tivesse que escolher, eu optaria por colocar todos os cargos nesse momento, os cargos que dispõem de mandato, e não os vitalícios", afirmou.

SABATINA III

Alcolumbre também comentou a pressão que vinha recebendo, inclusive ataques de ódio em virtude da sua religião. Respondeu as críticas de que ele próprio poderia estar perseguindo um evangélico. "Eu sou judeu. Como que eu estaria perseguindo um evangélico?", questionou. Alguns senadores elogiaram a iniciativa, mas aproveitaram para criticar a demora para o agendamento da sabatina. Esperidião Amin (PP-SC) se exaltou e bateu na mesa, afirmando que Alcolumbre, como presidente da CCJ, é "um súdito do regimento [do Senado], mas é um súdito rebelde". Alguns senadores, como Simone Tebet (MDB-MS) e Carlos Portinho (PL-RJ), pediram uma solução mais rápida sobre o calendário das sabatinas. Um dos temores é que a sabatina de Mendonça fique para quinta-feira (2), o último dia do esforço concentrado, correndo o risco de ser adiada, caso as anteriores se prolonguem. O agendamento da análise do nome de Mendonça acontece um dia após reunião na residência oficial do Senado entre Alcolumbre, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o líder do governo, senador Fernando Bezerra (MDB-PE). Pacheco informou no mesmo dia que havia recebido uma sinalização positiva de que Alcolumbre pautaria a sabatina de Mendonça durante o esforço concentrado. O senador pelo Amapá vem sendo cobrado duramente por evangélicos, por membros do STF e por outros senadores para destravar a sabatina do ex-ministro da Advocacia-Geral da União. A cobrança acabou respingando em Pacheco, que passou a ser pressionado para levar a análise diretamente para o plenário do Senado. Durante sessão plenária na semana passada, alguns senadores, como o líder do Podemos, Álvaro Dias (Podemos-PR), chegou a ameaçar uma grande paralisação dos trabalhos do Senado, se a sabatina de Mendonça não fosse realizada.

MEDALHADO

O presidente Jair Bolsonaro foi à Câmara nesta quarta-feira (24) para receber a medalha de Mérito Legislativo, que foi entregue em sessão solene no plenário. Durante o evento, Bolsonaro ouviu coros de "genocida", partindo de parlamentares rivais, e de "mito", por parte dos aliados. Bolsonaro fez a pé o percurso de menos de 1 km do Palácio do Planalto ao Congresso, onde foi recebido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Durante as falas que precederam a premiação, a segunda secretária da Câmara, deputada Marília Arraes (PT-PE), fez um discurso crítico a Bolsonaro. Ela disse que o Poder Executivo deve se comportar como representante do povo, mas nem sempre isso acontece. “Como sabemos o Poder Executivo eleito de maneira majoritária deveria se comportar como representante do povo, mas muitas vezes esse pretenso povo age anti democraticamente quando animado por espíritos sectário, taxando como inimigos e excluindo os divergentes da entidade unitária e mítica da qual julgam fazer parte aqueles que não se encontram dentro do seu cercadinho mental”, afirmou, em alusão ao "cercadinho" de apoiadores que saúda o presidente todos os dias na porta do palácio da Alvorada. A medalha do Mérito Legislativo foi criada em 1983. A costuma ser concedida a pessoas e entidades que “prestaram serviços relevantes ao poder Legislativo ou ao Brasil”, segundo o site da Câmara. Além de Bolsonaro, neste ano estão entre os homenageados o Papa Francisco, o ministro de Relações Exteriores, Carlos França, o fotógrafo Sebastião Salgado e o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins. O presidente da República segue dizendo que não tomou a vacina contra a Covid. Um ato assinado por Lira no mês passado passou a exigir a comprovação de pelo menos uma dose da vacina para permitir a entrada na Câmara. A regra, no entanto, não tem sido aplicada a autoridades e parlamentares em geral, apenas a funcionários, imprensa e servidores.

NATAL ILUMINADO

O vereador Fabiano Oliveira (PP) usou a tribuna para apresentar o Projeto de Lei nº 285/2021 que inclui o Natal Iluminado no calendário turístico do município de Aracaju. Para Fabiano, o projeto visa incentivar a continuidade e o crescimento do evento na capital. “O maior evento comemorativo do natal em Sergipe é realizado anualmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Sergipe (Fecomércio/SE) em parceria com a Prefeitura de Aracaju, entre o final do mês de novembro e o início do mês de janeiro do ano subsequente, nas praças do Centro Comercial de Aracaju, com os ambientes iluminados nas praças Fausto Cardoso, Almirante Barroso e Olímpio Campos, presenteando a população aracajuana e os turistas com um belíssimo cartão-postal especial de final de ano”, pontuou. “A inclusão do Natal Iluminado no calendário municipal somente contribuirá para fortalecer esse evento de grande importância para o turismo local que atualmente promove 49 dias de espetáculo visual para um público estimado de meio milhão de pessoas”, defendeu o vereador.

PAA-LEITE

Representando o Governo do Estado, o ex-deputado federal Heleno Silva (Republicanos) esteve em Brasília para audiência com o ministro João Roma. O encontro colocou em pauta as ações do Ministério da Cidadania que contemplam Sergipe, entre elas o Auxílio Brasil e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) – Leite. “O assunto principal da nossa reunião foi o PAA Leite. Trata-se de uma iniciativa importantíssima que promove a distribuição de leite para famílias em situação de vulnerabilidade social e em estado de insegurança alimentar e nutricional. Além disso, o PAA Leite fortalece o setor produtivo local, garantindo a compra desse produto diretamente dos agricultores familiares. Ou seja, é um programa completo”, afirma Heleno Silva. De acordo com ele, João Roma também reafirmou a importância do Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, que começou a ser pago neste mês a 14,5 milhões de pessoas. Em Sergipe, mais de 200 mil famílias serão beneficiadas com o Auxílio Brasil. “O ministro tem destacado que o Auxílio Brasil não é apenas um novo nome, mas um novo conceito. É um programa mais amplo que o seu antecessor, criado com objetivo de oferecer aos brasileiros meios para superar as limitações diárias e mudar de vida. Estamos confiantes de que o Auxílio Brasil fará a diferença para muitas famílias”, pontua Heleno Silva.

DATENA

O apresentador Luiz Datena, da TV Bandeirantes, pode se lançar candidato ao governo de São Paulo pelo PSD caso Geraldo Alckmin decida mesmo ser candidato a vice de Lula na campanha presidencial em 2022. Datena já anunciou que vai se filiar ao partido presidido por Gilberto Kassab. A ideia inicial, no entanto, era a de lançá-lo candidato ao Senado em uma chapa que teria Alckmin candidato ao governo, pelo PSD, e o ex-governador Márcio França a vice, pelo PSB.B A revelação, feita pela coluna, de que Alckmin e Lula abriram um diálogo em torno de uma chapa à Presidência da República mudou o cenário. A ausência de Alckmin na cédula para o governo do estado abriria um caminho para que Datena se lançasse à sucessão do governador João Doria em SP. O apresentador ainda não assinou a ficha de filiação e aguarda a definição das prévias do PSDB, que escolherá o candidato tucano à sucessão presidencial. Isso porque Alckmin já afirmou a lideranças de diversos partidos que só definirá seu rumo político depois da eleição interna da legenda à qual está filiado desde 1988.

 



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