14/09/2021 as 05:43

Rogério Carvalho dispara: corrupção no Consórcio NE está sendo apurada.

Senador também colocou o seu nome à disposição para a disputa do governo do estado independente do apoio do grupo politico que comando o estado.

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Por Ewerton Júnior
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O Senador Rogério Carvalho (PT-SE), em entrevista concedida ao radialista Narcizo Machado, alem de confirmar a sua pré-candidatura ao governo do Estado, disse com todas as linhas, eses e virgulas que o Consórcio NE está sendo investigado por denuncias de corrupção.  Rogério afirmou "que toda a corrupção que aconteceu no consorcio e que os responsáveis deverão ser punidos, não tenho a menor dúvida". Rogério tambem afirmou, que está à disposição de seu bloco para disputar o pleito do ano que vem. O senador diz que será pré-candidatura ao Governo de Sergipe independente do apoio do grupo governista, que hoje é liderado por Belivaldo Chagas. Durante a entrevista, Rogério disse que Belivaldo teria uma opção diferente, e que não seria ele, já que faz parte de outro agrupamento. “Eu não me distanciei, estive com ele, falei sobre sucessão. Ele quer fazer uma opção diferente, ele tem essa opção. Não tenho mágoa nem ressentimento. O governador tem a liberdade de formar o bloco que ele bem entender. Não fui convidado para disputar a eleição num bloco liderado por ele. Eu estou à disposição para uma disputa eleitoral, agora não creio que seja no bloco do governador”, explicou Rogério. Rogério afirma que é guiado pelo amor pela verdade e pela gratidão alegando que esteve em um evento no município de Simão Dias a convite do prefeito por conta de emendas que foram liberadas por ele. O senador Rogério Carvalho (PT) também afirmou que a exoneração do presidente do Ipes Saúde, após ida a Simão Dias, foi “uma infeliz coincidência” e declarou, com exclusividade, que disputará as eleições de 2022 independente do apoio do bloco governista, que hoje é liderado por Belivaldo Chagas.

“O PT e eu, particularmente, temos o compromisso com meu estado e estou à disposição para uma disputa eleitoral. Não creio que esteja no bloco do governador, porque me parece que ele já tenha feito os caminhos: ele já deu entrevistas, ele já falou AM e FM (André Moura e Fábio Mitidieri), enfim, ele já deu todos os sinais por onde vai caminhar. Ele tem toda a liberdade para definir o caminho dele, não questiono, não tenho ressalvas”, declarou Rogério.  No dia 08 de setembro, Rogério participou de um ato na cidade de Simão Dias, ao lado do ex-senador Valadares e do ex-deputado federal Valadares Filho, ambos do PSB, e anunciou recursos para a cidade com a presença do prefeito Cristiano Viana. O fato foi classificado como uma afronta a Belivaldo, que é inimigo político dos Valadares. No dia seguinte, o governador exonerou o presidente do Ipes, cargo que tinha a indicação do senador petista desde o governo Jackson Barreto. “Eu achei uma coincidência muito infeliz, porque eu tinha recebido algumas solicitações do prefeito Cristiano de apoio e, como parlamentar, é minha obrigação (...). Espero que tenha sido uma coincidência, que não tenha sido um ato em resposta a minha estrada em Simão Dias para fazer o que todo parlamentar tem de fazer”, completou.  Rogério falou também que o governador Belivaldo Chagas tem a liberdade para fazer o que quiser. “Eu sou guiado pelo amor, pela verdade e pela gratidão. Então, eu, obviamente, agiria de uma forma distinta, mas cada um tem um jeito de agir e não cabe a mim julgar o jeito de ninguém agir e o governador tem a caneta. Ele tem a liberdade de deixar quem ele quiser no governo dele”, explicou. O senador negou está afastado do bloco governista e fez questão de lembrar da articulação do empréstimo de R$ 200 milhões para o Governo do Estado para a recuperação de rodovias, bem como a articulação para a liberação de respiradores na pandemia e recursos para a reforma da rodovia SE-065, a conhecida João Bebe Água.  O ex-senador Carlos Antônio Valadares participou da conversa e afirmou que a tendência do PSB em Sergipe é apoiar a pré-candidatura de Rogério Carvalho. Ele comentou ainda que não há conversas para ele ser o vice e disse também que acredita ser uma “coincidência”, em relação aos fatos da exoneração do médico Cristian Oliveira do Ipes.  

ALIANÇA PT & PSB

O ex-senador Antônio Carlos Valadares ratificou, nesta segunda-feira, dia 13, que há uma tendência, tanto em nível nacional quanto em nível estadual, de o PSB formar uma aliança política com o Partido dos Trabalhadores em todos os estados, e, segundo ele, não há motivo para ser diferente em Sergipe. “Eu também quero dar minha contribuição neste debate. Já fomos aliados durante muitos anos. Valadares é amor e paz”, disse. Segundo o ex-senador, não existe nenhum indicativo no sentido dele disputar a próxima eleição como vice-governador numa suposta chapa encabeçada peplo senador Rogério Carvalho. Todavia, ele admite a possibilidade de disputar um outro cargo eletivo. “Em Simão Dias, assim como em todo estado, há uma vontade que eu seja candidato. Se fizer qualquer pesquisa colocando o nome de Valadares para qualquer cargo eletivo todos vão ver. Eu fiz muito por Sergipe. Fui um bom governador, um senador responsável com vontade de trabalhar e com muita honestidade”, disse. Valadares ainda agradeceu ao senador Rogério Carvalho por destinar uma emenda individual na ordem de R$ 2 milhões para drenagem e pavimentação asfáltica da cidade e dos povoados de Simão Dias.

MAIS UMA CPI

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) protocolou o pedido de abertura de CPI para investigar a facada contra o presidente Jair Bolsonaro em 2018. “Bolsonaro tinha 8 segundos de televisão e passou a ter 24 horas […]. Foi na facada que ele ganhou as eleições”, disse o deputado ao Poder360. Bolsonaro sofreu um atentado a faca quando cumpria agenda eleitoral em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro de 2018. O autor do crime, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso em flagrante. Ao site Poder360, Frota disse que tomou a decisão de abrir a ‘CPI da Facada’ após assistir ao documentário “Bolsonaro e Adélio – Uma Facada no Coração do Brasil” do jornalista de esquerda Joaquim de Carvalho do blog Brasil 247. “Hoje eu tenho noção do quanto muitas coisas não estão explicadas”, disse. “Tudo leva a crer que o Bolsonaro tinha um problema sério no intestino e ele aproveitou dessa situação, criou esse fato e com isso ele venceu as eleições”. Frota também questionou a prisão de Adélio não ser em local específico para tratamento psiquiátrico: “Por que Bolsonaro aceitou tão facilmente que Adélio agiu sozinho? Espero que Arthur Lira (PP) não aja a favor de Bolsonaro, como tem feito”.

PESQUISA DE EDVALDO

Divulgada na íntegra a pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto França de Pesquisas (IFP) no Centro-Sul do estado aponta o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), como o preferido do eleitorado da região para suceder o governador Belivaldo Chagas (PSD). Nos questionários apresentados aos eleitores dos municípios de Lagarto, Simão Dias, Tobias Barreto, Riachão do Dantas e Poço Verde, Edvaldo aparece em primeiro lugar e venceria com folga os outros cinco nomes apresentados como candidatos a governador. No primeiro cenário, em que constam os nomes de Edvaldo, Fábio Mitidieri, Rogério Carvalho, Valmir de Francisquinho, Laércio Oliveira e Alessandro Vieira, o prefeito da capital assume a liderança isolada da disputa e chega a 15,24% das intenções de voto na região. E na simulação de uma disputa para o governo do Estado apenas entre Edvaldo, Rogério (PT) e Alessandro (Cidadania), o pedetista também manteve a preferência do eleitorado e ficou com 19,3% das intenções de voto, seguido dos senadores petista (18%) e cidadanista (7,21%). A pesquisa, que entrevistou 940 eleitores da região Centro-Sul, entre os dias 6 e 7 deste mês, tem margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiabilidade de 95%. No fim de agosto, o Instituto Padrão foi a campo sondar o eleitorado de Simão Dias sobre a disputa sucessória estadual de 2022. E, assim como o IPF, o levantamento também mostrou a preferência do eleitorado por Edvaldo, nome escolhido por 40% dos entrevistados. Na sequência, apareceram Rogério (6,9%), Fábio Mitidieri (6,2%), Alessandro Vieira (6,2%) e Laércio Oliveira (4,3%), todos empatados tecnicamente. A pesquisa, realizada entre os dias 24 e 25 do mês passado, entrevistou 552 moradores do município, tem margem de 4,14 pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiabilidade de 95%.

QUATRO LINHAS

Governar não é tarefa fácil para ninguém; governar um município ou Estado “quebrado” ou com fortes dificuldades financeiras tona o encargo ainda mais complicado; gerir um País com as dimensões territoriais como o Brasil é um desafio para poucos; e comandar uma ação (e permanecer no cargo) lutando contra uma série de conspirações, contra parte de uma imprensa “militante” e contra movimentos sociais, adversários políticos e instituições de representação completamente alinhadas, é quase uma “missão impossível”. Após a grande mobilização nacional que marcou o 7 de setembro de 2021, quando seguidores do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) foram às ruas em defesa da liberdade, para defender o seu governo e questionar as decisões dos outros Poderes, com destaque para o Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu-se um clima tenso, de intensa instabilidade institucional, que ganhou um “plus” com a paralisação dos caminhoneiros pró-governo, fechando rodovias importantes, em 15 Estados brasileiros, pelo menos. Os adversários de Bolsonaro enxergaram “fanatismo” e um gesto “antidemocrático” por parte dos trabalhadores que se manifestaram nos protestos. Temendo uma instabilidade econômica ainda maior, onde quem mais sofreria seria um cidadão comum, que já sofre com a alta nos preços, da comida, dos combustíveis, das taxas e tributos, além do desemprego, o presidente da República agradeceu o apoio dos caminhoneiros e pediu que as rodovias fossem liberadas. Seus adversários já preparavam mais uma “crise” para jogar em seu “colo”. Bolsonaro sempre manifestou em seus discursos o rigoroso cumprimento da Constituição Federal, em todos os seus artigos; sempre anunciou que jogaria “dentro das quatro linhas”; sua nota pública “esfria” o discurso de “golpe” que seus adversários “vendiam” e que alguns de seus apoiadores “queriam”, mas mesmo “desagradando os seus”, ele agora busca a estabilidade institucional, econômica, política e até jurisdicional. Prova que não chegou em vão à presidência e monta sua estratégia, de olho em 2022. Por mais que impere uma desconfiança de quem lhe confiou o direito de enfrentar o STF e de quem não acredita em seu recuo, Bolsonaro já conseguiu o mais importante num intervalo de poucos dias: demonstrou que tem densidade eleitoral para disputar a presidência novamente e que sobriedade suficiente para garantir a paz social e a estabilidade nacional. Pode ser atacado por todos, mas por mais improvável que possa parecer, seu recuo estratégico agora seria uma “carta na manga” para surpreender a todos, inclusive seus adversários. E o jogo político segue. Ainda dentro da teoria do cumprimento das “quatro linhas” da Constituição Federal, em sua tradicional live das quintas, Bolsonaro enalteceu que, mesmo diante de grandes manifestações no 7 de setembro, não se teve registros de confrontos com as autoridades e nem de depredação do patrimônio público. “Foi um movimento pacífico, em defesa do País e da liberdade. E eu sou muito grato com a fotografia que fizemos do País para o resto do mundo”.

SUSPENSÃO DA MP

A PGR (Procuradoria-Geral da República) emitiu parecer em que pede ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão da MP (medida provisória) que altera o Marco Civil da Internet, editada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 6 de setembro, na véspera dos atos de cunho golpista marcados para o feriado da Independência (7 de setembro). Na prática, a MP de Bolsonaro cria dificuldades para a remoção de fake news na web e impõe uma série de restrições a provedores como Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e outros. Essa é uma pauta cara aos interesses do presidente, que tem reclamado constantemente de decisões judiciais tomadas com o intuito de impor limites a prática de crimes nas redes sociais. No documento, o procurador Augusto Aras diz considerar que a MP "dificulta a ação de barreiras que evitem situações" de potencial criminoso, como disseminação de conteúdos falsos e/ou retirados de contexto, calúnias e difamações, apologias, entre outros possíveis delitos. Aras também afirma que as alterações "repentinas" no Marco Civil da Internet, com "prazo exíguo para adaptação" e "previsão de imediata responsabilização pelo descumprimento de seus termos", geram "insegurança jurídica" para as empresas e provedores envolvidos. Além de defender a suspensão dos efeitos da MP, o procurador-geral se diz favorável a uma discussão mais ampla em relação ao tema, tanto no âmbito do Supremo quanto no do Parlamento. A manifestação da PGR se deu no curso de ações protocoladas por partidos políticos que pleiteiam no Supremo Tribunal Federal a suspensão da MP que mexe no Marco Civil da Internet. Chamada a se posicionar durante a tramitação, a AGU (Advocacia-Geral da União) buscou defender o ponto de vista do presidente Bolsonaro e alegou que a medida foi pensada para proteger a liberdade e o direito dos usuários, assim como para trazer segurança jurídica às relações entre internautas e provedores, "preservando a internet como instrumento de participação democrática".

INTERCAMBIALIDADE

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que é preciso haver critérios para a intercambialidade da segunda dose da vacina contra a Covid-19. Ele criticou que ela ocorra quando há a falta do imunizante por um período curto. Segundo o ministro, a intercambialidade, que é a aplicação da segunda dose da vacina diferente da primeira, poderia ocorrer na falta da AstraZeneca quando começar a antecipação da segunda dose no país. O ministro anunciou na semana passada que a partir do dia 15 de setembro o intervalo entre as doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, hoje de 12 semanas, cairá para 8 semanas. "Se por ventura a AstraZeneca, por contas operacionais, faltar eventualmente, se usa a intercambialidade. Mas o critério não pode ser faltou um dia já troca senão a gente não consegue avançar [no plano de vacinação]." A fala foi uma crítica aos estados que decidiram aplicar a segunda dose da vacina diferente da primeira. A Prefeitura de São Paulo começa a vacinar nesta segunda-feira (13) com imunizante da Pfizer as pessoas que não conseguiram tomar a segunda dose da vacina AstraZeneca contra a Covid-19. Ao ser questionado sobre qual o recado o ministro daria às pessoas que chegassem nos postos e não encontrassem a segunda dose do mesmo imunizante, ele disse que o recado seria para os gestores. "Eu falo para os gestores de Saúde que eles sigam o PNI (Plano Nacional de Imunizações) e nós juntos vamos conseguir fazer uma campanha mais eficiente." Na última semana, o Ministério da Saúde afirmou que não deve vacinas da AstraZeneca para serem aplicadas como segunda dose na campanha de imunização contra a Covid em São Paulo. Segundo a pasta, se as pessoas não encontram o imunizante nos postos de saúde do estado, é porque o governo de João Doria (PSDB) aplicou na primeira dose injeções que deveriam ter sido reservadas para a segunda.




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