13/08/2021 as 07:44

O poste mijando no cachorro

A Pandemia de Corona Vírus provocou uma desordem institucional e um desequilíbrio moral entre as figuras públicas

Blog do TR

Política
Por Thiago Reis
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Quando do início da pandemia de Corona Vírus, ainda nos idos de fevereiro de 2020, a população não imaginava as consequências ocasionadas e vivenciadas até por imposição em algumas situações, que surgiriam ao longo dos meses seguintes até os dias atuais.

Lockdowns e toques de recolher se mostraram ineficazes e sem qualquer comprovação científica que justificasse a adoção de medidas tão radicais por parte do Poder Público. E como consequência mais grave da ineficácia dessas medidas, a economia dos Estados e Municípios entrou em colapso.

Mas conforme a vacinação, mesmo que experimental, avança, a rotina da sociedade aos poucos vem sendo retomada, e a perspectiva é que o tal do “novo normal” seja brevemente extinto, e a população possa enfrentar as consequências provocadas pela pandemia, que são inúmeras e gravíssimas.

Muito embora existam os que insistem em dizer que vacina no braço do povo é a prioridade, continuo ponderando que por conta da pandemia, hoje no Brasil existem outras prioridades que devem ser levadas muito a sério pela sociedade.

Mas o que pode ser mais importante do que garantir vacina no braço do povo!? Penso que diante das atuais circunstâncias, o mais importante é garantir que o país não entre em um colapso político institucional por conta da politização da pandemia.

E se você parar para refletir, certamente vai chegar a conclusão que a politização da pandemia matou muito mais gente que o próprio corona vírus, e continua matando. E dada a polarização do cenário político nacional, mais vidas serão ceifadas pela guerra de narrativas que é completamente improdutiva no combate efetivo à proliferação do corona vírus.

Mas a guerra contra a pandemia tem sido colocada em segundo plano, porque representantes dos poderes constituídos têm buscado a todo e qualquer custo encampar disputas por protagonismo político; basta ver como exemplo a CPI da Pandemia, para constatarmos que a prioridade deixou de ser o combate ao corona vírus e suas consequências.

O país virou de ponta a cabeça, e hoje o que vemos é o poste mijando no cachorro. A sociedade acabou se tornando refém de uma guerra de narrativas protagonizada por figuras públicas desprovidas de qualquer princípio moral, sem preocupação em apresentar soluções para o caos que se instalou no Brasil.

A “Ditadura de Toga” subjugou o Poder Legislativo provocando o desequilíbrio entre os poderes e consequentemente criando um ambiente de instabilidade institucional nunca antes visto no país. E o Poder Executivo representado atualmente pela figura do Presidente Jair Bolsonaro, entrou em rota de colisão contra o ativismo político praticado de forma escancarada pelos Ministros da Suprema Corte.

Em meio a esse ambiente de instabilidade política e institucional, a sociedade acaba sendo obrigada a escolher qual narrativa deve ser defendida, sem sequer conhecer o que se passa nos bastidores do poder. Mas a imprensa ocupa qual papel nessa história!?

A vocês eu confesso minha profunda decepção com a forma como uma grande parcela da imprensa tem agido ante o caos que se instalou no país, sendo em alguns momentos copartícipe de manobras patrocinadas pela “Ditadura de Toga” e até por uma parcela do Congresso Nacional, que busca provocar uma ruptura institucional entre os Poderes Constituídos para justificar uma ação direta contra o Chefe do Executivo.

E quem sai ganhando nesse triste capítulo da história do Brasil? Ninguém meus amigos, porque diante deste cenário não existem vencedores, apenas perdedores que dormem em berço esplêndido.




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