21/07/2021 as 04:39

Edvaldo de olho em 2022

Usando a sua imagem de bom gestor, Edvaldo começa a se envolver em temas nacionais que mexe com o dia a dia das pessoas.

Política Online

Política
Por Ewerton Júnior
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O prefeito de Aracaju e Presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Edvaldo Nogueira (PDT), está mesmo de olho em 2022. Respeitando o pedido do governador Belivaldo Chagas (PSD), que vai comandar o processo sucessório no estado, Edvaldo não discute politica, porém como disse o governador aos provavéis candidatos, Edvaldo não para de se movimentar.  Aproveitando os holofotes da mídia nacional, Edvaldo participou na noite dessa terça-feira, 20, de reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília. No encontro, ficou definido que as equipes técnicas da FNP e do Ministério da Economia construirão um pacote de propostas de alternativas legislativas que deem conta do financiamento do transporte coletivo urbano. Edvaldo e demais membros da diretoria da Frente defenderam um aporte de R$ 5 bilhões do governo federal para o setor. “Considero que tivemos uma reunião positiva com o ministro Paulo Guedes. Apresentamos para ele a situação do setor de transporte urbano, que tem colocado de 80% a 100% da frota nas ruas, mas com uma ocupação de somente 40% de passageiros, o que tem gerado um desequilíbrio preocupante. O sistema está à beira de um colapso. Se continuar assim, teremos uma grave crise no ano que vem. Por isso, precisamos de um aporte de R$ 5 bilhões do governo federal. Essa proposta seria para amenizar essa crise, para buscarmos uma solução a médio e longo prazo”, disse Edvaldo.
 
O prefeito de Aracaju criticou o sistema de transporte público no Brasil, em que o custeio do transporte depende quase que exclusivamente da arrecadação da tarifa paga pelos usuários. “Sou um otimista e acredito que as cidades são o centro da resolução dos problemas, mas se não tivermos um auxílio dos entes federados, especialmente da União, teremos muitos problemas e o sistema poderá entrar em colapso”, afirmou. Ao concordar com o presidente da FNP, o prefeito de Salvador e vice-presidente de PPP’s e Concessões da entidade,  Bruno Reis, reforçou que “tomadas as devidas proporções, esse é o maior problema das cidades que têm um sistema de transporte instituído”. “Cada cidade tem sua realidade, mas efetivamente a pandemia acabou por tornar um sistema que já era deficitário numa derrocada de milhares de empresas do setor, e os municípios estão assumindo isso”, alertou. Ele completou que é preciso, agora, “remunerar, de forma emergencial, o sistema, porque esse problema afeta a vida de todo mundo”. “Ninguém consegue sair de casa, trabalhar, se o seu colaborador também não conseguir sair de casa, por exemplo. Esse problema afeta a cidade como um todo”, reiterou Reis. Em resposta à demanda apresentada, Paulo Guedes defendeu que prefeitos e prefeitas tenham mais autonomia para decidir como e onde usar a verba que recebem anualmente. “Vocês têm que nos ajudar a libertar esse dinheiro. Sempre defendi os 3D: desindexa, desobriga e desvincula. E essa é a essência da democracia”, afirmou. O ministro também garantiu que vai escalar um técnico da pasta para acolher as demandas municipais e pensar, junto com a FNP, um caminho para o repasse dos recursos aos municípios, que deve ocorrer a partir de iniciativas do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).
 
 
Edvaldo é inteligente, e se move como ninguem no intricado jogo de xadrez da politica sergipana, ele sabe que o momento é favoravel e busca questões nacionais para demonstrar a Sergipe, que pode governar o estado. Além disto, o prefeito de Aacaju conta com a simpatia de muitos que hoje ditam os rumos da politica do estado, e vem cacifado em quatro mandatos de prefeito da capital o que por si só, já é uma grande credencial para colocá-lo na disputa. Edvaldo conta tambem com a confiança de pessoas de quatro costados do grupo, que comanda o estado há mais de dezeseis anos, podendo assim desfilar em qualquer composição politica do grupo. Belivaldo Chagas, Fábio Mitidieri, André Moura, Laércio Oliveira e outros politicos do grupo vêem em Edvaldo um nome capaz de exercer a liderança do grupo, desde que a busque, e a sua provável dificuldade no interior do estado seria sufocada pelas lideranças dos partidos que fariam parte da coligação. Edvaldo hoje, só não coloca na mesa o PT do senador Rogério Carvalho, até porque as marcas das eleições de 2020, estão muito vivas na memória de todos, como por exemplo, podemos lembrar do "fi do cabrunco mentiroso", peça de marketing da malfadada campanha do PT nas eleiçoes municipais. Além de Edvaldo, representaram a FNP, na reunião, o prefeito de João Pessoa/PB e 1º secretário Nacional, Cícero Lucena; o prefeito de Salvador/BA e vice-presidente de PPP’s e Concessões, Bruno Reis; o prefeito de São José dos Campos/SP e vice-presidente de Mobilidade Urbana, Felício Ramuth; o prefeito de Osasco/SP e vice-presidente de Empreendedorismo,  Rogério Lins; e o prefeito de Ribeirão Preto/SP e vice-presidente de Relações com o Congresso Nacional, Duarte Nogueira.

ANOTARAM A PLACA?

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o protagonismo e a liderança do senador Rogério Carvalho no estado. Para Lula, o senador Rogério construiu uma história política que lhe permite ser candidato à governador de Sergipe nas eleições de 2022. “Acho que o PT tem que levar em conta o seguinte, veja, o Rogério é uma da figuras públicas mais importantes do estado de Sergipe, o Rogério é uma figura política que tem uma carreira, desde médico formado e executor da sua profissão, a secretário municipal de saúde, a secretário estadual de saúde, a deputado federal,  a senador da República”, disse Lula. “O Rogério construiu uma história política que lhe permite ser candidato a governador de Sergipe”, prosseguiu. De acordo com o ex-presidente, o senador Rogério sabe que para ser candidato ele terá que construir o maior leque de apoio possível e que todo mundo sabe que Rogério Carvalho é especialista na construção de frente ampla, de frente democráticas e que ele vai tentar isso. “Seria importante que o Rogério tivesse um apoio extraordinário no estado. Eu não sei quem será oposição a ele, mas certamente ele terá oposição, e eu, se não tiver dois palanques, eu terei um palanque que é o palanque do PT. Aliás, eu já fui diversas vezes à Aracaju só com o palanque do PT”, explicou Lula. Ao comentar o quadro político do estado, Lula também afirmou que faz algum tempo que não conversa com o governador do Estado, Belivaldo Chagas (PSD), mas que espera que possam se encontrar e dialogar em algum momento. “O governador tem obviamente liberdade de tomar as decisões políticas dele, ele tem um partido político, e eu certamente respeitarei a decisão dos meus adversários, dos governadores dos prefeitos”, avaliou o ex-presidente. Lula argumentou ainda que falta muito tempo para a eleição e que ele ainda pretende conversar com muita gente em Sergipe para construir a aliança mais forte possível. “Porque o problema não é só ganhar as eleições, o problema é que depois de ganhar, você precisa construir parcerias para governar o Brasil”, declarou.

FUNDO ELEITORAL

O vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), disse, nesta terça-feira (20/7), que o presidente Jair Bolsonaro está armando um acordão para dobrar o valor do fundo eleitoral, de R$ 1,7 bilhão para R$ 4 bilhões. O parlamentar afirmou que as declarações recentes do chefe do governo são "fafarronices" e que a verdade "sempre aparece". Bolsonaro voltou a dizer, hoje, que deverá vetar o fundo eleitoral, que foi reajustado pelo Congresso, na semana passada, de R$ 1,7 bilhão para R$ 5,7 bilhões, durante a aprovação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2022. Porém, o presidente destacou que a palavra final é do Congresso, que poderá manter ou derrubar o veto. Bolsonaro também sugeriu que a correção deveria ter sido feito pela inflação. "No ano retrasado, eu sancionei algo parecido, mas levando-se em conta a inflação do período. Eu não tinha como vetar. Alguns queriam que eu vetasse mesmo assim. Se eu vetar, eu estou incurso no artigo 85 da Constituição, que fala dos crimes de responsabilidade", disse o chefe do Executivo, durante entrevista à rádio Itatiaia. No entanto, segundo o deputado Marcelo Ramos, nos bastidores o presidente está articulando com aliados no Congresso para que o valor do fundo passe a ser de R$ 4 bilhões, o dobro do atual, com um reajuste acima da inflação.  "Presidente Bolsonaro. Acordão de 4 bilhões, não! Vete total! Cumpra sua palavra!. E não espere o último dia do prazo não! Vete hoje e devolva pro Congresso porque aí o voto é obrigatoriamente nominal!", disse Marcelo Ramos, pelas redes sociais, acrescentando: "Atenção! Depois de toda a fanfarronice, o presidente Bolsonaro está armando um acordão para dobrar o valor do fundo e passar para 4 bilhões! A verdade sempre aparece!". Sete parlamentares entraram com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação das votações da LDO 2022. São os deputados federais Daniel Coelho (Cidadania-PE), Felipe Rigoni (PSB-ES), Adriana Ventura (Novo-SP), Tabata Amaral (PDT-SP), Tiago Mitraud (Novo-MG) e Vinicius Poit (Novo-SP), além do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, foi sorteado como relator do mandato de segurança. No entanto, como ele está de férias, a ação dos parlamentares poderá ser analisada pela ministra Rosa Weber, que assume de forma integral a presidência do tribunal durante o recesso do Judiciário.

 

GATO COM DOIS SENTIDOS

Ao tomar para si o comando estadual do Podemos em Sergipe e entregá-lo à delegada Danielle Garcia, o senador Alessandro Vieira (Cidadania), além de afirmar-se “dono” de vários partidos, repetindo vícios da velha política, busca uma reaproximação com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo Alessandro, com a filiação de Danielle, o Podemos, “partido parceiro no Senado”, passa a compor o projeto do seu grupo em Sergipe. Acontece que, no Senado, o Podemos integra a tropa de choque de Bolsonaro, governo cuja gestão é criticada pelo senador sergipano. Eleito na onda bolsonarista de 2018, Alessandro hoje faz oposição ao presidente. Apesar disso, enquanto aguarda os desdobramentos do cenário nacional para decidir qual onda surfar nas eleições de 2022, voltou a pôr os pés na base do governo Bolsonaro. Ou seja, faz oposição pelo Cidadania, e mantém-se aliado por intermédio do Podemos. Gato com dois sentidos, o senador sergipano, que preside o diretório regional do Cidadania, posiciona-se em cima do muro e se mostra disposto a embarcar no projeto de reeleição do presidente da República, desde que este se mostre vantajoso à sua candidatura ao governo do Estado. Sorrateira, a articulação de Alessandro junto à cúpula nacional do Podemos para tomar o comando do diretório de Sergipe, típica da velha política, mostrou-se desacertada e surpreendeu tanto o deputado estadual Zezinho Sobral, que presidente a sigla no Estado, quanto o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire. “O Podemos Sergipe segue uma linha política que não é a mesma da filiação realizada pela nacional”, disse Zezinho em nota enviada à imprensa na tarde de segunda-feira (19) para criticar a filiação de Danielle ao partido que preside. “Isso contraria o planejamento estratégico do próprio partido, assim como as regras do compliance sugeridas e propostas para todos os diretórios” destacou o deputado. Ao comentar a postagem em rede social em que Alessandro anunciou para esta terça-feira (20) a filiação de Danielle ao Podemos, Roberto Freire mostrou-se surpreso com a informação. Não entendi. Não era, ela [Danielle Garcia] a grande liderança e futura candidata a deputada federal aí em Sergipe pelo nosso Cidadania? O que aconteceu?, questionou em tom irônico o presidente da executiva nacional do Cidadania. Esse não é o primeiro desentendimento público de Alessandro e Roberto Freire.

QUASE SAI

Há pouco mais de um mês, o senador chegou a anunciar sua desfiliação do Cidadania depois de o presidente do partido decidir pela desistência de uma ação no SFT que pedia investigação do chamado escândalo do tratoraço, do governo Bolsonaro. Na ocasião, Alessandro disse que a sua coerência inviabilizava sua permanência no partido. Mas, incoerentemente, voltou atrás dias depois alegando que o partido havia lhe delegado a tarefa de “conduzir um processo de mudança do sistema de governança do Cidadania”, medida que, segundo ele, visa “evitar decisões isoladas”, tal qual a que ele próprio acaba de praticar junto ao diretório estadual do Podemos. Para além de provocar desentendimentos com dirigentes partidários e reafirmar seu autoritarismo, Alessandro acabou criando as condições para que Danielle, em 2022, seja candidata sem o jugo da sua liderança política. A delegada, ao decidir deixar o Cidadania para assumir os rumos do Podemos Sergipe, trabalha, na verdade, para seguir alinhada ao bolsonarismo e dissociar-se da imagem do senador, bastante desgastada entre os eleitores do presidente. No Senado, o Cidadania atua junto aos partidos que fazem oposição a Bolsonaro enquanto o Podemos se soma à tropa de choque que garante a defesa do presidente na Casa, posturas que evidenciam a contradição da aliança local recém-anunciada pelo senador sergipano. Apontando para direções opostas, o Cidadania e o Podemos, no Congresso e em Sergipe, devem continuar seguindo por caminhos distintos na eleição do próximo ano. Curiosamente, a filiação de Danille ao Podemos foi agendada para ocorrer na Churrascaria Paisano, do ex-jogador Washington Coração Valente, no bairro Jardins, em Aracaju. Washington, assim como Alessandro, acende velas para dois senhores. Enquanto perambula pelo interior junto a aliados de Belivaldo, sua esposa, Andrea Blum, vive a criticar o governador e o prefeito da capital. Embora não anunciada, a filiação do ex-jogador ao Podemos é aguardada pelo grupo de oposição ao governo estadual, que torce para que o Valente desça do muro.

 
 

PGR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, que encaminhou ao Senado a proposta de recondução de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República. A mensagem foi publicada pelo mandatário no Twitter. "Encaminhei ao Senado Federal mensagem na qual proponho a recondução ao cargo de Procurador-Geral da República o Sr. Antônio Augusto Aras", escreveu Bolsonaro. Em nota, Aras agradeceu ao presidente. "Honrado com a recondução para o cargo de procurador-geral da República, reafirmo meu compromisso de bem e fielmente cumprir a Constituição e as leis do País." O anúncio da recondução ocorre em um momento de pressão política tanto a Bolsonaro como a Aras, indicado pelo presidente nas duas oportunidades fora da lista tríplice elaborada pelo Ministério Público. Uma das atribuições de Aras em um eventual segundo mandato será o de avaliar o relatório final da CPI da Covid do Senado, a ser enviado ainda neste ano à Procuradoria-Geral da República. Na semana passada, integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal pediram ao procurador-geral da República que investigue Bolsonaro pelo crime de abuso de poder. O posicionamento veio na esteira de declarações de Bolsonaro, que afirma que as eleições de 2022 podem não ocorrer caso não exista um sistema eleitoral confiável -segundo ele, o voto impresso. A escalada golpista do presidente acontece em um contexto de pesquisas de opinião que apontam picos de rejeição e amplo favoritismo do ex-presidente Lula (PT) na corrida de 2022. Bolsonaro subiu o tom de suas ameaças e, sem apresentar provas, insiste que haverá fraude no ano que vem e que o resultado do pleito já estaria definido.
Os autores da representação a Aras disseram ainda que o fenômeno do abuso de poder é "multifacetado, podendo materializar-se mediante a inversão, a subversão ou, até mesmo, por meio da supressão das 'regras do jogo democrático'".

CAMINHANDO PARA A REELEIÇÃO

No início deste mês, o deputado estadual Ibrain de Valmir, esteve na cidade de Cristinápolis a convite do vereador Ícaro Hora, onde teve um encontro com outros vereadores e debateram assuntos voltados para a política, ainda na região, o parlamentar foi até Umbaúba onde encontrou Joemir Grande empresário e também o amigo Jeferson figura pública da cidade. Ao lado do seu pai Valmir, Ibrain recebeu em sua residência o ex-prefeito de Tobias Barreto, Toinho Nery, dentre as conversas, possíveis alianças futuras em prol de um Sergipe com o interior ainda mais forte. No dia 14, Ibrain esteve na Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) em visita ao secretário João Eloy, onde parabenizou pela diminuição no índice de criminalidade no Estado, todavia, cobrou uma maior atenção ao município de Lagarto, que continua oscilando quando o assunto é assalto a veículos. Na casa do seu pai Valmir Monteiro, Ibrain recebeu a visita do ex-deputado Federal José Carlos Machado, onde também houve conversas sobre possíveis alianças futuras.

ASSUME HOJE

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM/SE) estará de licença parlamentar por 120 dias, a partir desta quarta-feira, dia 21, para tratar de assuntos pessoais. Em seu lugar assume o 2º suplente Virgínio de Carvalho Neto. Virgínio de Carvalho assume em decorrência de impossibilidade justificada pelo 1º suplente, Ricardo Franco, para assumir neste momento. Na semana passada, a senadora havia entrado com uma licença médica de cinco dias para controle de hipertensão. “Tive indicação médica para desacelerar e controlar melhor a pressão, mas preferi encerrar o período de esforço concentrado no Senado e só na sexta-feira acatei a licença. Entretanto, pareceu-me momento adequado aproveitar o período para tirar uma licença maior e poder tratar de assuntos pessoais e familiares que estavam pendentes. Foi melhor que ocorresse agora do que no ano que vem, um ano eleitoral”, explicou. Para Maria do Carmo, o Pastor Virgínio fará uma excelente representação de Sergipe nesse período, que se estenderá de 21 de julho até 17 de novembro de 2021. “Ele já teve oportunidade de me substituir por duas vezes, conhece o cotidiano do Senado e é muito respeitado na Casa”, concluiu.

DENUNCIAÇÃO CALONIOSA

A PF (Polícia Federal) entregou um pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar o deputado Luis Miranda (DEM-DF) por possível denunciação caluniosa contra Jair Bolsonaro (sem partido). O deputado disse ter alertado o presidente sobre supostas irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin, da Bharat Biotech, no início de 2021. O pedido partiu do ministro da Justiça Anderson Torres que alegou relato de "fatos inverídicos" por parte de Miranda sobre o caso Covaxin. O processo, agora, foi encaminhado para avaliação da ministra Rosa Weber, do STF. A ministra é relatora do inquérito que apura a suspeita de prevaricação por parte de Bolsonaro. A partir disso, Rosa Weber poderá decidir juntar a investigação de Miranda à de Bolsonaro, que já está em andamento, abrir um inquérito separado para analisar a conduta do deputado ou, até mesmo, arquivar o pedido. Caso seja entendido que a omissão do presidente da República aconteceu, então a denúncia contra Miranda será descartada. Se a percepção for de que não houve omissão por parte de Bolsonaro, o argumento de denúncia caluniosa poderia ser utilizado. Os depoimentos dados pelo deputado e pelo seu irmão, Luis Ricardo Miranda, apontariam para Bolsonaro ter cometido prevaricação. Isso porque o presidente não teria tomado as devidas providências para impedir um superfaturamento na compra da vacina e/ou outras possíveis irregularidades. Além disso, Luis Ricardo Miranda, funcionário do Ministério da Saúde, relatou ter sofrido pressões no trabalho para apoiar o negócio com a farmacêutica da Covaxin.

TAPETE VERMELHO

O deputado estadual por Sergipe, secretário geral nacional e presidente estadual do Partido Trabalhista Brasileiro, Rodrigo Valadares, declarou, durante entrevista a rádio Comunidade FM, que o único partido que está pronto para receber o atual presidente do país, Jair Bolsonaro, é o PTB. Atualmente, Bolsonaro está sem partido e deverá, nos próximos meses, escolher uma legenda para se filiar. “A definição se Bolsonaro virá ou não para o PTB ou outro partido, naturalmente depende somente dele. O que eu posso dizer enquanto secretário geral nacional do PTB é que esse é o único partido que está verdadeiramente pronto para receber o presidente”, declarou Rodrigo. Justificando o seu argumento, o parlamentar pontuou que o partido já está com todo o seu diretório arrumado, estatuto completo e comissões nos estados. Além disso, lembrou que o PTB é conservador, de direita, que defende Deus, pátria, família e vida. Outro ponto destacado pelo secretário geral é que o o presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, é o único a defender abertamente Bolsonaro. “O PTB é o único partido do Brasil que tem um presidente que defende verdadeiramente o Governo Federal. Nosso líder, Roberto Jefferson, inclusive arriscando sua própria vida e sua liberdade, está sempre em defesa de Bolsonaro”, disse. Finalizando, o parlamentar destacou que Bolsonaro precisa de um partido como base de apoio e enfrentamento aos contates ataques que vem recebendo. “O presidente precisa de um partido e nós estamos de braços abertos para recebê-lo”.

VEREADOR MONSTRINHO

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu à Justiça que a mãe e o padrasto do menino Henry Borel, morto aos quatro anos de idade em março, sejam condenados a pagar uma reparação de R$ 1,5 milhão por danos morais ao pai da criança, o engenheiro Leniel Borel. O pedido foi recebido pelo juiz Daniel Werneck Cotta, no 2º Tribunal do Júri, na última sexta (16). No mesmo dia, ele negou pedido das defesas e manteve a prisão preventiva de Monique Medeiros e de Jairo Souza Santos Júnior, o vereador Dr. Jairinho, que teve seu mandato cassado em junho. Os advogados da mãe do menino argumentaram que sua prisão foi ilegal por causa do uso de algemas e da não realização da audiência de custódia. O magistrado, porém, considerou que ela passou pelo procedimento regularmente e que o documento apenas não foi juntado ao processo. Ele alegou que não há fatos novos que amparem a soltura e que a gravidade dos crimes atribuídos aos acusados justifica a prisão para garantia da ordem pública, além de haver indícios de que o casal teria tentado influenciar as investigações e coagido testemunhas. "Os crimes imputados teriam sido cometidos com extrema covardia e agressividade e, portanto, a liberdade dos acusados poderia causar justificável temor às testemunhas, impedindo seu comparecimento", escreveu o juiz na decisão. "Ademais, há notícias de anterior coação de testemunhas pelos acusados, que as teriam forçado a mentir e/ou omitir acerca de aspectos relevantes à elucidação do caso, quando foram prestar declarações em sede inquisitorial", complementou ele, acrescentando que ambos não estavam nos endereços fornecidos às autoridades ao serem presos. O menino Henry foi levado já morto pelo casal a um hospital na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio) na madrugada do dia 8 de março. Exames apontaram que a criança tinha 23 lesões ou hematomas pelo corpo e que a causa do óbito foi uma hemorragia interna e lesão no fígado produzidas por ação violenta.

SLIDES

Após ter a oitiva adiada e sem data fixa remarcada, o sócio da Precisa e alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Francisco Maximiano, enviou aos senadores uma apresentação em slides trazendo cinco argumentos, sustentando que os irmãos Miranda mentiram durante depoimento prestado à comissão, em 25 de junho. O servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda e seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM/DF), denunciaram um suposto esquema de corrupção envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, representado no Brasil pela Precisa Medicamentos, cuja negociação está envolta em suspeitas. O governo assinou contrato com a empresa para aquisição de 20 milhões de doses a R$ 1,6 bilhão. Na apresentação, Maximiano garante que os depoentes mentiram, inclusive sobre a data em que foi enviado o invoice, ou seja, uma espécie de nota fiscal. O servidor alega que foi em 18 de março, enquanto o sócio da Precisa afirma que o envio do documento só se deu em 22 de março, dois dias depois do encontro presidencial. No entanto, o próprio governo federal, em pronunciamento à imprensa, mostrou que o referido documento chegou na data alegada por Miranda. “Ele foi recebido pelo Ministério da Saúde em 18 de março e previa o pagamento antecipado e três milhões de doses”, disse o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco, em coletiva no dia 23 de junho. Sem se defender das acusações de irregularidade envolvendo a Precisa, Maximiano se limita a justificar que Bolsonaro não sabia do referido “invoice”, diferentemente do que afirmaram o deputado deemista e seu irmão. O primeiro argumento usado por Maximiano é de que não houve envio de um “invoice”, mas sim um proforma invoice. A diferença, segundo o empresário, é que a segunda opção “é similar à fatura comercial definitiva, porém com características de um orçamento. "Para sustentar o argumento, mostrou o que seriam metadados do PDF do proforma, com criação datada de 19 de março, confirmando que o arquivo não poderia ter sido encaminhado no dia anterior. Não há como saber, no entanto, se esse print destacado por Maximiano é o mesmo a que se refere Miranda ou se o documento foi inserido posteriormente. Pela narrativa de Maximiano, a segunda hipótese não é possível, já que uma perícia técnica teria apontado que “não houve nenhuma inserção de arquivo depois do envio. ”A defesa da Precisa usa do próprio arquivo apresentado à CPI pelos irmãos Miranda para corroborar para a tese. Em uma conversa de WhatsApp do dia 22 de março, dois dias após o referido encontro com o presidente da República, o servidor Miranda manda áudio ao irmão deputado afirmando: “recebi o invoice”, sem detalhar quando teria sido o envio do documento, mas enumerando os erros contidos nele. Maximiano usa deste argumento para sustentar que, como a conversa se deu em 22, também o invoice teria chegado nesta data. “Além da perícia, as mensagens dos irmãos deixam claro e comprovado: não houve discussão de invoice com o presidente da República”, argumenta a defesa da Precisa. Maximiano admite, no entanto, que o documento enviado ao ministério continha erros, identificados pela equipe técnica em partes, segundo ele. “Nesse primeiro pedido de correção, enviado em 23 de março, nem sequer são mencionados problemas como a indicação equivocada sobre pagamento antecipado”, disse. O sócio da Precisa argumenta que esse erro foi constatado pela própria empresa e que, por isso, foi possível fazer correções apenas 19 minutos depois de a pasta governamental enviar pedido de correção.

 

VERBAS DA COVID

A Polícia Federal (PF) ultrapassou na última semana a marca de 100 operações de repressão ao desvio e utilização indevida de verbas públicas federais destinadas ao combate à pandemia de covid-19. Até o último dia 13, o total de operações chegou a 102 e os valores apreendidos a quase R$ 190 milhões. Em nota, a PF informou, que desde abril do ano passado, já cumpriu 158 mandados de prisão temporária, 17 de prisão preventiva, totalizando 175, e 1.536 de busca e apreensão em 205 municípios de 26 unidades da federação. O montante de contratos de produtos e serviços investigados atingiu cerca de R$ 3,2 bilhões. Deflagrada em abril de 2020 na Paraíba, a Operação Alquimia foi a primeira ação para apurar suspeita de fraude em contrato. De lá para cá, o Amapá é o estado com o maior número de operações, 11 no total, seguido por Maranhão (10), Pernambuco (8), Sergipe (8), Rio de Janeiro (7), São Paulo (6), Piauí (6), Pará (6), Amazonas (4) e Rondônia (4). Sobre o montante de contratos investigados, o Pará lidera com R$ 1,4 bilhão. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro (R$ 850 milhões), Pernambuco (R$ 198 milhões), São Paulo (R$ 118 milhões), Minas Gerais (R$ 102 milhões), Rondônia (R$ 92 milhões) e Piauí (R$ 82 milhões).




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