24/04/2021 as 07:24

A monetização do jornalismo

O 4º Poder escolheu subverter seus princípios em troca de opniões “monetizadas”

Blog do TR

Política
Por Thiago Reis
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Quanto vale a opinião de um profissional da comunicação? E não adianta querer rechaçar a ideia de que profissionais da comunicação mercantilizam seus espaços e suas opiniões, porque esse comportamento é mais comum do que se imagina.

O 4º Poder pra quem não sabe, é a Imprensa em geral (profissionais e veiculos de comunicação), que atuam predominantemente no cenário político, informando, e muitas das vezes emitindo opniões divergentes da notícia fatídica, para favorecer uma narrativa que esteja alinhada a qualquer propósito que possa garantir a monetização do jornalismo.

Evidentemente que a monetização do jornalismo em si, não é passível de crítica, uma vez que qualquer profissional ou veículo de comunicação pode adquirir patrocinadores a partir da sua linha editorial. Contudo, o cenário político nacional fez com que a monetização do jornalismo fatídico, fosse substituída pela venda escancarada de opniões controversas, onde na grande maioria das muitas vezes, a notícia é transformada num instrumento garantidor de uma narrativa completamente alienada e desconectada do propósito jornalístico.

Eu não sou nem me considero jornalista, mas respeito os poucos que ainda se dedicam a conservar os princípios do 4º Poder sem se sujeitar a qualquer tipo de subversão. Mas em Sergipe está cada dia mais difícil conseguir diferenciar o que é notícia de fato, e o que não passa de uma narrativa fabricada para atender a um propósito político.

A tal da “isenção” fui sumariamente deformada para ser colocada à serviço de uma finalidade abjeta, que semeia a desinformação afim de garantir que a sociedade permaneça entorpecida. Um bando de “falsos profetas” que fingem ser a voz do povo utilizando seus espaços para aleijar o raciocínio e o senso crítico da população.

Naturalmente que existem algumas poucas exceções nesse ramo, mas como Sergipe é uma “terra de muro baixo”, onde interesse se cruzam e todo mundo se conhece, até as raras exceções que atuam no 4º Poder são influenciadas por forças ocultas que acabaram domesticando a grande maioria dos profissionais e veículos se comunicação.

A relativização da notícia se tornou via de regra, porque o importante é alimentar a narrativa com opniões “lacradoras”. E durante a pandemia esse comportamento reprovável se tornou muito mais evidente, uma vez que a grande maioria dos profissionais da imprensa passou a ser especialista em virologia e medicina intervencionista, defendendo medidas restritivas sem qualquer comprovação científica, e combatendo qualquer tratamento precoce passando por cima da prerrogativa médica.

A irracionalidade de parte da imprensa sergipana chegou a um nível execrável, completamente parcial e alienado. Prova disso foi uma recente postagem feita pelo renomado jornalismo Diógenes Brayner em sua página pessoal no Twitter, onde insinuou que o atentado sofrido pelo então candidato a Presidente da República, Jair Bolsonaro, fôra na verdade uma farsa – “Não sei porque, mas tenho a impressão que o ataque a faca a Bolsonaro, durante a campanha, foi uma farsa.” 

Acreditar que o atentado contra Bolsonaro durante a campanha foi uma farsa, é o mesmo que acreditar que o coelhinho da páscoa e o papai noel existem. E o pior de tudo isso, é que as opniões emitidas não só por Brayner, invariavelmente acabam influenciando o raciocínio dos mais desavisados.

Esse achismo alienado e irresponsável do catedrático Diógenes Brayner, que defende inconstitucionalidades amparado por muitos coleguinhas da imprensa sergipana, objetiva pautar o raciocínio da população de forma indiscriminada, para favorecer a institucionalização definitiva da cleptocracia no Brasil.

E em se tratando de Sergipe não há muito o que se dizer porque o complacente silêncio dos iluminados da imprensa, é simplesmente ensurdecedor.




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