12/01/2021 as 05:03

Atraso na vacinação pode derrubar Bolsonaro, diz Rodrigo Maia

Existem na câmara mais de sessenta pedidos de impeachment de Bolsonaro

Política Online

Política
Por Ewerton Júnior
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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o atraso do início da vacinação da população contra o novo coronavírus é o maior erro do governo Jair Bolsonaro e pode ensejar a abertura de um processo de impeachment contra o presidente. "Acho que a vacina pode levar a um processo de impeachment no futuro", disse, em entrevista ao site Metrópoles. Maia, que comanda a Câmara até o início de fevereiro, disse, porém, que essa decisão caberá ao futuro presidente da Casa. "Não seria correto eu deferir o impeachment. Já estamos em recesso. Não vai julgar agora. Eu vou apenas criar um ambiente político de desorganização em um momento em que está se elegendo um novo presidente (da Câmara). Acho que esse papel cabe ao novo presidente (da Câmara)."

Apesar de a Câmara acumular mais de 60 pedidos de impeachment contra Bolsonaro, Maia disse que não houve ambiente para dar andamento a eles nos últimos dois anos. "Garanto que até hoje, até a questão da vacina, eu nunca tive uma pressão política e um ambiente mais forte da sociedade para fazer esse encaminhamento e colocar para pautar o tema", afirmou. "Temas mais sensíveis, como processo de impeachment, não podem ser instrumento apenas de uma decisão política solta." Maia destacou que as pesquisas mostram que o atraso e a resistência de Bolsonaro à vacina contra a covid-19 já afeta sua popularidade. "Acho que o principal erro de todo o governo Bolsonaro é a questão da vacina, e acho que pela questão da vacina, se ele não organizar rápido, talvez sofra um processo de impeachment muito duro", afirmou. "Acho que a questão da vacina está começando a transbordar para dentro do Parlamento. É uma pressão que a sociedade poucas vezes fez nos últimos anos, apenas os bolsonaristas contra o próprio Parlamento e o STF."

COVID-19

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou o boletim epidemiológico do coronavírus, com 1.242 casos e 11 novos óbitos. Em Sergipe, 123.836 pessoas já testaram positivo para a Covid-19 e  2.585  morreram. Todos os 11 óbitos estavam em investigação e foram confirmados. Até o momento,  107.971 pacientes foram curados. As 11 mortes foram: uma mulher, 50 anos, de Boquim, com neoplasia e hipertensão; uma mulher, 89 anos, de Propriá, com diabetes; uma mulher, 80 anos, de Aracaju, com  diabetes; um homem, 50 anos, de Nossa Senhora do Socorro, com pneumopatia crônica; um homem, 73 anos, de Aracaju, com cardiopatia e hipertensão; uma mulher, 49 anos, de Itabaiana, sem comorbidade; uma mulher, 70 anos, de Nossa Senhora do Socorro, com hipertensão;  um homem, 52 anos, de Aracaju,  com Adenocarcinoma pulmonar; uma mulher, 75 anos, de Pinhão, com  hipertensão e diabetes; um homem, 63 anos, de Nossa Senhora do Socorro, com hipertensão e diabetes; um homem, 68 anos, de Carmópolis, com hepatopatia e cardiopatia. Foram realizados 503.580  exames e 138.720 foram negativados. Estão internados 381 pacientes, sendo que no serviço público são 104 em leitos de UTI (adulto), 22 na UTI neonatal/ pediatria e 122 em leitos clínicos (enfermaria), totalizando 248. Já nos leitos do serviço privado estão internados 50 pessoas na UTI adulta, sete na UTI neonatal/ pediatria e 76 em leitos clínicos, totalizando 133. São investigados mais 10 óbitos. Ainda aguardam resultado 312 exames coletados. Foram ampliados transitoriamente os leitos de UTI neonatal da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes  para 29 leitos devido ao aumento de casos de infecção pelo SARS-CoV-2 entre os recém nascidos  internados. A grande maioria não apresenta sintomatologia compatível com Covid-19, mas pela detecção do vírus através do RT-PCR há necessidade de manter medidas de isolamento. Todas as outras medidas para evitar a disseminação do vírus naquele ambiente foram tomadas. Mais detalhes sobre o novo boletim epidemiológico da Covid-19 em sergipecontraocoronavirus.net.br.

FORD

A Ford anunciou que encerrará a produção de veículos em suas fábricas no Brasil após um século. A montadora mantinha fábricas em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), para carros da (Ford), e em Horizonte (CE), para jipes da marca Troller. Mediante o impacto dessa medida para a frágil economia nacional, o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) fez uso das redes sociais para manifestar sua preocupação com a falta de credibilidade do Brasil e com o aumento dos números de desempregados. “Temos um problema claro de credibilidade porque as unidades da Argentina e do Uruguai, ambos países que fizeram lockdown mais severo, foram mantidas e vão fornecer p/ nós. Já o Brasil, um dos maiores países do mundo, foi o que teve suas atividades encerradas. Algo está errado! São 5000 empregos diretos e outras dezenas de milhares indiretos perdidos”, revelou o parlamentar. De acordo com Fábio, uma das justificativas da empresa é a desvalorização do real frente ao dólar. Para muitos, de forma artificial. “Se ajudou o agro a ganhar dinheiro, por outro lado, custa muito aos demais brasileiros”, frisou. Prosseguindo com interação, o deputado destacou que o fechamento da FORD no Brasil, empresa centenário em nosso país, demonstra o quanto nossa economia foi abalada nesta pandemia e nos ascende um alerta se estamos no caminho certo p/ recuperação. “Temos em Sergipe um exemplo claro do efeito cascata na economia e na vida das pessoas. A empresa Yasaki fornece para a Ford da Bahia. Como ficará? São milhares de empregados somente nesta empresa. Um verdadeiro desastre para nosso Estado num momento dificílimo”, concluiu, de forma preocupante.

VENDA FRACIONADA

O ex-deputado federal José Carlos Machado criticou o aumento do preço do botijão de gás de cozinha em 6% e ressaltou que, desde que Michel Temer assumiu o governo, a alta já ultrapassa 66%. Tendência é que botijão de gás chegue a R$ 200 este ano e obrigue mais famílias a usar lenha para cozinhar. Machado lembra que durante a campanha eleitoral em 2018, o presidente Jair Bolsonaro prometeu baixar para apenas R$ 30 o valor do botijão no seu mandato. Três anos depois, segundo pesquisa de preços realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o botijão de 13 quilos custa, em média, R$ 74,42 na capital – com valores de R$ 69,99 a R$ 93. Caso o aumento seja totalmente atribuído aos consumidores, os preços podem ficar entre R$ 74 e R$ 98. Segundo especialista, conter o aumento do gás de cozinha a curto prazo é difícil e improvável, “O GLP está deixando de ser um produto de utilidade pública, por causa do alto preço, as famílias em miséria absoluta só crescem no Brasil, contradizendo todo discurso de energia barata do governo. Nunca o preço foi tão alto. Isso é quase monopólio”, informa Machado. A venda fracionada pode reduzir o preço de gás de 30% a 40%, segundo especialistas. No início da atual gestão do governo Bolsonaro, o Presidente da ANP se comprometeu com a possibilidade de venda fracionada, passado dois anos nada. “É difícil, mas esperamos que aconteça”, diz Machado. Assim como ele, milhões de brasileiros também esperam por isso.

PACTO FEDERATIVO

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) destacou a necessidade do Congresso Nacional pautar, como prioridade, algumas propostas que já tramitam há anos, dentre elas está o Pacto Federativo entre a União, Estados e Municípios. O Projeto visa equilibrar demandas/obrigações e compensações financeiras repassadas aos entes federados. “Há, historicamente, uma enorme incompatibilidade entre o que Estados e Municípios têm como obrigação constitucional e o que recebem financeiramente para executar as suas demandas. A cada ano esses compromissos aumentam, enquanto os repasses de recursos ficam muito aquém das necessidades dos gestores”, disse Maria do Carmo. A senadora citou que o desequilíbrio se sustenta na forma desnivelada do rateio dos recursos arrecadados com impostos. Do montante apurado, cerca de 58% ficam nos cofres da União, 27% vão para os Estados e 15% para os municípios. “Esse desequilíbrio na partilha do bolo financeiro gera inúmeros problemas de ordem econômica e social que precisam ser administrados pelos gestores, especialmente, pelos prefeitos que estão mais próximos da população e são obrigados a garantir serviços de saúde, educação, limpeza urbana, segurança pública, dentre tantos outros”, afirmou Maria. Para ela, o Congresso precisa aprovar um pacto que garanta maior equilíbrio fiscal e mais responsabilidade para que os governos apliquem essas verbas de forma a atender as reais necessidades das populações. De acordo com informação do Ministério da Economia, a proposta visa repassar aos estados e municípios até R$ 400 bilhões em 15 anos.

VACINAÇÃO

O prefeito Edvaldo Nogueira recebeu a superintendente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em Sergipe, Monique Simões Batista. Na pauta do encontro, as tratativas entre a administração municipal e a instituição para o compartilhamento de dados que auxiliarão a Prefeitura na campanha de vacinação contra a covid-19, que deverá ser iniciada em Aracaju assim que o Governo Federal enviar as doses do imunizante para os municípios. “A Abin, como uma agência de inteligência, é muito importante no sentido de ter os dados necessários para que os estados e municípios possam tomar suas decisões, então tivemos uma conversa acerca da campanha de vacinação contra o novo coronavírus", destacou o prefeito. Edvaldo reiterou que “a vacinação contra o novo coronavírus é muito esperada por todos”, e acrescentou que para que ela seja eficiente “rápida, é necessário que haja união de esforços”. “E a participação da Abin, será muito importante, porque os dados, a inteligência, vão nos ajudar a fazer uma campanha melhor, prevenindo possíveis problemas”, reiterou o gestor. A superintendente da Abin em Sergipe, Monique Simões enfatizou que “no que depender da agência, a parceria com a Prefeitura não só se estenderá para esse momento da vacina, como vai continuar por muito tempo”.  Aproveitei, inclusive, para parabenizar o prefeito pela nova gestão”, declarou.

PC E PM

O Congresso Nacional pode restringir o poder dos governadores sobre as polícias civil e militar. Projetos preveem a criação da patente de general, hoje exclusiva das Forças Armadas, para PMs, e de um Conselho Nacional de Polícia Civil ligado ao governo federal. Os projetos limitam o controle dos governadores sobre as polícias prevendo mandato de dois anos para os comandantes-gerais e delegados-gerais. Na PM, a proposta é que a nomeação do comandante saia de uma lista tríplice indicada pelos oficiais. O delegado-geral continuaria sendo escolhido pelo governador, mas sua dispensa teria que ser aprovada por maioria absoluta dos deputados estaduais e distritais. Os projetos preveem autonomia administrativa e financeira nas PMs. Das duas leis orgânicas, o projeto mais adiantado politicamente é o das PMs.




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